
A mensagem não é minha, mas achei-a tão bonita que quis compartilhá-la aqui. Ela foi enviada por email pelas terapeutas Dhyan e Ramyata, do Osho Centro de Renascimento.
Mais uma vez, feliz 2011 para todos!
E que comece a contagem regressiva.
:o)
Ela sabia o tamanho da decisão e a importância do momento. Quando clicasse aquele botão, diria explicitamente o não que fecharia uma história. Ele fora o primeiro namorado, uma recaída e várias tentativas. Veio ao Brasil por ela. Anos mais tarde, ela foi a Portugal por ele.
Não deu certo.Agora era hora de extinguir qualquer possibilidade. Bloqueou-o no MSN e no hotmail para não ler mais qualquer linha dele. Dias depois, decidiu que viajaria no fim do ano. Ligou para uma amiga, e concordaram que o Natal seria em São Paulo e o Ano Novo, no Rio.
Na capital paulista, ela e a amiga viveram dias de turista. Nas andanças, passaram por uma loja. A vitrine mostrava uma blusa com listras brancas e vermelhas que ela comprou, sob o incentivo da amiga, para vestir na passagem do ano. Em outras andanças, encontraram uma igreja. Entrou. Ajoelhou-se e permitiu silêncio dentro. Levantou-se, caminhou ao altar da Santa a quem se faziam pedidos, pegou um papel e escreveu:
Eu quero um amor.
Entregou-o aos pés da imagem. Saiu descompromissada com o destino. Viesse o que viesse. Um dia, viria.No Rio, mais dias de turista. Um imprevisto levou a amiga para Belo Horizonte, e ela ficou só. Aproveitou a cidade sobre seus próprios pés.
Trinta e um de dezembro chegou trazendo uma questão. A roupa listrada não parecia mais tão adequada sem o incentivo da amiga. O fundo da mala guardava a blusa de crochê preferida. Decidiu que algo novo no ano novo não precisava ser a blusa, mas a atitude. Era a de crochê que vestiria com os cabelos soltos para variar e desafiar o calor carioca.
Em Copacabana, se arrependeu da liberdade dos cabelos. Os cachos meio que sufocavam a nuca e as espáduas. Muito calor e muito cabelo. Por que não trouxera o elástico para prendê-los?
Aí desistiu de lutar contra as madeixas e a temperatura, sossegou e assistiu ao início da pirotecnia.
- Os fogos tão bonitos, né? Um sotaque carioca perguntou.
Virou-se para descobrir o Carioca que a abordava. Bateu o olho e gostou. O Carioca já havia batido o olho e já havia gostado, daí porque veio falando de fogos. Conversaram mais e passaram a noite em companhia um do outro. Começava outra história.
A nova história se alongou tanto que hoje ela e o Carioca se encontram casados, com dois filhos. Um dia, ele confidenciou: o que o atraíra de primeira foram os cachos e a blusa. Aquele cabelo bonito e aquela roupa diferente só podiam pertencer a alguém que refletisse a belezura e a originalidade deles.
Ela se admira de como tudo se encaixou, o que confirma suas crenças. Pequenas escolhas, a viagem, a blusa e o cabelo, fizeram a diferença dentro de um contexto que se descortinou graças a uma grande decisão. Bastou largar o velho e aceitar o novo, pedido aos pés de uma Santa, confiado ao Universo. Viesse o que viesse. Um dia, veio.Adoro essa história. A "ela" é minha amiga e de fato está casada com o Carioca há quatro anos e tem dois filhos. Achei que daria um bom causo para o fim de ano. Afinal, que época é mais adequada para nos lembrar de abraçarmos o novo?
- É falta de educação carregar varinhas na mão e bater com elas ou dar pontapés em tudo o que encontra na rua.Para depois comentar:
E agora, Harry Potter?Por fim, da escrita bonita, transcrevo um dos trechos mais belos que li recentemente:
(para ler na íntegra, acessar Mil Regras Ilustradas de Boas Maneiras)
Hoje vi dúzias de pés de acácias pela Aldeota, todas abarrotadas de manchas amarelas em forma de flor.Lindo, não?
(para ler na íntegra, acessar Um pouco de vida na jardineira).
Meus amigos, estamos muito felizes e agradecidos a Deus por ontem (12) termos iniciado as embalagens dos kits padronizados do Natal de Amor 2010 (Fotos em anexo). Nesse primeiro dia de embalagens conseguimos concluir o seguinte:
· 826 Kits de Higiene (1 escova de dente, 1 sabonete, 1 aparelho de barbear descartável, 1 pente e 1 creme dental).
· 631 Kits Maternidade (5 fraldas descartáveis, 2 camisetinhas para bebê, 2 fraldas de pano e 5 absorventes noturnos).
Agradecemos a todos que já nos ajudaram com suas contribuições!!!
Estaremos reunidos novamente no próximo final de semana para continuarmos os trabalhos de embalagem dos kits. Para concluirmos a embalagens de todos os kits que serão distribuídos no dia 25/12 pelo Natal de Amor ainda precisamos dos seguintes produtos:
· 1.115 tubos de creme dental;
· 2.083 escovas de dente;
· 1.744 aparelhos de barbear descartáveis;
Aceitamos doações em dinheiro, pois ainda precisamos comprar 357 brinquedos no padrão Natal de Amor (bonecas e carrinhos novos).
A tarefa é árdua, mas contamos com ajuda e colaboração de todos vocês.
Grande abraço.
Maurício Oliveira
(85) 9997.7358
Que tal você contribuir também?
A dona E. sempre se compadecia do ceguinho. Acontecia de vê-lo quando ia comer pizza lá no Canecanto. Sentadinha à mesa, os cotovelos sobre o granito do tampo, o queixo sobre as mãos de dedos entrelaçados, dona E. o avistava ainda longe. Ele segurava o braço de um garoto, que fazia as vezes de guia. Andavam devagar, testando o terreno até subirem a calçada da pizzaria. Depois paravam de mesa em mesa, pedindo uma ajuda pro ceguinho, pelamordedeus.Floreei um pouquinho, mas o fato principal aconteceu assim mesmo: a mãe de uma amiga minha sempre ajudava um ceguinho, que, mais tarde, foi flagrado andando de bicicleta pelo filho dela.
Quando alcançavam a mesa em que dona E. costumava sentar-se com marido e filhos, ela já tinha pescado os trocados de dentro da bolsa. Entregava as moedas à mão calejada do ceguinho. Prestava atenção naquelas pálpebras sempre cerradas, e invariavelmente sentia um aperto no coração de tanto dó. Em sua opinião, cegueira era pior que mudez ou surdez. Morria de medo de perder a visão.
Coitado do ceguinho.
Vez e outra, mesmo quando não estava esperando a pizza do Canecanto, lembrava-se do ceguinho. Como será que vivia? Os trocados seriam suficientes? Da próxima vez, aumentaria a ajuda. Podia perguntar sobre sua vida. Indagar da cegueira não devia ser muito educado, talvez tocasse em feridas. Mas poderia conhecer um pouco mais do ceguinho.
Como a vida é bem engraçada às vezes, o desejo de dona E. em saber mais sobre o ceguinho foi atendido, e o foi por intermédio de seu filho mais novo, o R. Um dia, o R. chegou em casa como se tivesse desvendado um grande mistério. Entrou na cozinha com um certo ar superior, pois, pela primeira vez na vida, sabia mais que sua mãe. Encontrou dona E. cortando cebolinha para incrementar o arroz do almoço. Contou o que descobrira.
E deixou dona E. de queixo caído.
É que, enquanto o R. esperava o ônibus na parada, ele avistou o ceguinho descendo a ladeira.
Andando de bicicleta.
De sorriso e olhos bem abertos.
A bolsista de doutorado Pleno no Exterior, Marcela Magalhães de Paula, recebeu o primeiro lugar no Prêmio Literário da Embaixada do Egito em Roma. A cerimônia foi realizada na noite do último dia 6, no Palazzo Brancaccio, na capital italiana. A premiada é doutoranda da Universidade de Bolonha, onde realiza estudos de literatura comparada lusófona, abordando mais especificamente a literatura africana.Marcela recebeu, além de medalha de reconhecimento do departamento de Cultural Affairs & Missions Sector, um certificado e uma viagem ao Cairo. A estudante já havia recebido este ano o segundo lugar do prêmio de visibilidade à pesquisa da universidade pela tese que desenvolve: Problemas de formações literárias no(s) ATLÂNTICO(s) SUL: o caso africano.
Vocês podem ver a matéria na íntegra aqui.
Gente, não é o máximo? Sabe aquelas pessoas que dizem que se realizam tendo amigos famosos? Estou quase quase me sentindo assim, rs. ;o)
Parabéns, Marcela!!
Mariposas e Borboletas
Realmente acreditar na literatura, a arte encantatória, é uma armadilha, mas esta é uma advertência tardia, pois a presa já foi capturada e, aqui agora, começo a pensar se, e que, há uma entidade independente na arte e na vida que é a própria literatura. Certamente, muitos já pensaram assim. O que nos resta observar agora é se ela tem uma sadicidade e, então, nos matará cruelmente como uma nota aguda, única, contínua de um piano-faca ou se ela se apiedará e aí que nos mate de um só golpe.
O pior é que se pensarmos nela como Entidade então fatalmente também estamos admitindo que somos usados, meros instrumentos de uma criação inglória. Não somos Deus nem na ficção, nem nessas paredes nem em qualquer mundo. Não somos Deus e Deus é só para quem tem medo de solidão, de água pingando e respingando nas mesmas paredes geladas, de menina chorando sentada no chão de um banheiro sujo. Não somos Deus e estamos sozinhos, sem companhia certa nem equivocada. E ai, em qualquer parte do tempo imperceptível (sem que o dia ou a noite abarque) a Entidade vem e ordena coisas, rouba os amigos e as ilusões sobre qualquer divindade- até só o amor- , simplesmente porque sem que ninguém possa te escutar, sem que palavras possam sair à boca, morras sufocada e, se não quiseres, então ela permite escrever, pois é a única opção que resta. O ruim é quando você desobedece ou não se rende a esses caprichos. Ela vai deixando marcas, não nas mão como em SãoFrancisco, mas quase na testa como em Caim. Nos olhos. Na alma. E ela vicia sim e de propósito- aqui está a morte- porque há embriaguez de borbulha na nuca; há desinibição de mordida de gato no trapézio entre ombro e pescoço e com mamilos intumescidos e pêlos arrepiados. Só não há mesmo é esquecimento. Há catarse de dor, mas não o esquecimento dela. É, a literatura é um sintoma. Também: insegurança de quem, mesmo se achando capaz, tem medo da revelação: de si mesmo no papel, das palavras no papel , da exposição dos olhos transferidos para o que sempre será imperfeito: nós e o papel.
Desta insegurança e inaptidão, desta inércia; eu compartilho descaradamente. A Lispector é que, no fim e de início, estava certa finalmente:"escrever é muito perigoso". E eu juro com olhos cheios de lágrimas que sinto a espiritualidade diabolicamente erótica desta literatura do meu coração, desta cordiliteratura aristotélica, desta voz, deste sabor, do fogo e do frio. Do caleidoscópio anestésico que é a literatura, ou melhor, que é me submeter à escritura, que é me entregar ao que não sei o que é direito, nesta juventude velha, de pés descalços no chão quente. Desses buracos na cerca, desse escalar, desse manipular palavras da forma que eu não sabia que fazia: para machucar. E me matam ainda mais aqueles que não me deixam passar a cerca ou pulá-la. É sufocante não dizer o que penso, o que sinto e percebo debaixo da pele das palavras, além dos dedos entrelaçados e a quem de um ponto qualquer de música, dentro das pessoas, das coisas, do mundo e da vida. Uma paixão gratuita. É verdade, aquela pela literatura, a pela vida. Preciso escrever: como uma menina que quebra o vidrinho de doces da sala, num dia de casa cheia de visitas, só para chamar a atenção do pai, só para misturar sangue com açúcar.
A literatura não serve se não for aquela para a vida. Este é o clichê de uma infuga. E, inacreditavelmente, não consigo entender como pessoas que não amam a vida podem entender literatura, pessoas que não amam.Talvez seja assim: a frieza é uma benção para quem não tem pena de abrir sem anestesia um corpo vivo, o corpo da literatura, e consiga abrir a pele, duas vezes como repeti, só para olhar o que tem dentro. São os fortes. Nós, que sentimos muito, somos os fracos, pois subjetividade é fraqueza e pessoalidade é crime de invasão `a propriedade privada, à privacidade. Eu queria um desvio para tudo que me prende. Não consigo nem mais ler, pois as minhas palavras quando vêem as outras, começam a gritar e eu ponho as mãos nos ouvidos do meu coração para não ouvir as súplicas, os gritos infernais, porque elas são crianças presas numa jaula de zoológico, em um parque de diversão, que querem brincar na liberdade colorida do mundo lá fora, do rodopiante, das luzes, das quedas, dos horrores, do algodão doce, da adrenalina, do estar dentro mais do que um estar fora de um tocar. Tudo isso enquanto um homem olha, encostado a uma banca de artilharia viciada, com o pé também encostado à parede do balcão, mastigando, triturando um início de haste de madeira do que já tinha suportado um pedaço de carne ou uma maçã do amor. O caminho é difícil, o desvio é sempre o atalho errado. E o Deus cristão não promete felicidade, o DEUSO, enquanto eu olho chorosa a última gota entre a ponta do dedão do pé e o chão. Eu sou aquela gota de sofrimento que ainda não caiu, que sofre eternamente por um destino não cumprido, por ter feito parte de um deusinho frágil, por essa prova que sou de vulnerabilidade. Por saber da cruz e do homem, simplesmente por saber de mim e dos outros.
Amélia queria uma vida simples, longe da cidade, ao lado do homem humilde e trabalhador. Sonhava em acordar com o Sol, colher o dia sob os raios do astro e ir repousar com o marido depois da labuta honesta.
Era realista, porém, a Amélia. Sabia dos defeitos de seu companheiro da mesma forma como conhecia a si própria. Embora não se iludisse, entendesse que o casamento fora por conveniência, alimentava uma certa esperança de ser amada como achava de seu direito. Agarrava-se aos mimos que o homem lhe fazia e, nessas horas, permitia que a vil vaidade feminina a enganasse, fazendo-a crer no amor inexistente.
Um dia, flagrou o marido e a empregada enlaçados em êxtase. O homem não resistira ao corpo quente da mulata e rendera-se ao instinto que lhe fazia uma criatura como todas as outras. Amélia sentiu o ódio bombear a adrenalina nas suas veias. Ah, que ela matava aqueles dois!
Não os matou, porém. Quis foi sair correndo, trôpega, o busto arfante, as lágrimas como cristais lançados ao vento. Elevaria seus olhos ao firmamento, a alma soluçando despedaçada, e pediria forças para viver. Nunca estaria tão bela como naquele momento de súplica.
Amélia, entretanto, nem deu os três primeiros passos da tal corrida romântica. Aconteceu que, ao olhar para o céu, não viu a pedra e tropeçou. Tropeçou naquela mesma pedra encontrada pelo poeta no meio do caminho.
Se você tem filhos pequenos, ofereça-lhes toda a ajuda, orientação e proteção que estiver ao seu alcance. Contudo, mais importante ainda é: dê-lhes espaço - espaço para que possam existir. Você os trouxe ao mundo, mas eles não são "seus". A crença "Eu sei o que é melhor para você" pode ser adequada quando as crianças são muito pequenas; porém, à medida que elas crescem, essa idéia vai deixando de ser verdadeira. Quanto mais expectativas você tiver em relação ao rumo que a vida delas deve tomar, mais estará sendo guiado pela sua mente em vez de estar presente para elas. No fim das contas, seus filhos cometerão erros e sentirão algum tipo de sofrimento, assim como acontece com todos os seres humanos. Na realidade, talvez eles estejam equivocados apenas do seu ponto de vista. O que você considera um erro pode ser exatamente aquilo que seus filhos precisam fazer ou sentir. Proporcione o máximo de ajuda e orientação, porém entenda que às vezes você terá que permitir que eles falhem, sobretudo quando estiverem se tornando adultos. Pode ser que às vezes você também tenha que deixá-los sofrer. A dor pode surgir na vida deles de repente ou como uma conseqüência dos seus próprios erros. (p. 92)Hoje, revi Pequena Miss Sunshine com uma amiga. Há uma cena em que o irmão de Olive (a garotinha) implora para a mãe impedi-la de subir ao palco. Diz que as pessoas vão rir de Olive e que a mãe tem obrigação de protegê-la. A mãe, mesmo apreensiva, escolhe deixar Olive decidir. Para o irmão diz, "Eu sei que quer protegê-la, mas temos de deixar Olive ser Olive". Para a filha, esclarece que, se quiser desistir, não há problema, pois todos já estão orgulhosos dela. Olive decide ir. E então começa o trecho mais engraçado do filme.
Diz-se que,
mesmo antes de um rio cair no oceano,
ele treme de medo.
Olha para trás,
para toda a jornada,
os cumes, as montanhas,
o longo caminho sinuoso
através das florestas,
através dos povoados,
e vê à sua frente
um oceano tão vasto
que entrar nele nada mais é
do que desaparecer para sempre.
Mas não há outra maneira.
O rio não pode voltar.
Ninguém pode voltar.
Voltar é impossível na existência.
Você pode apenas ir em frente.
O rio precisa se arriscar e entrar no oceano.
E somente quando ele entra no oceano
é que o medo desaparece.
Porque, apenas então,
o rio saberá que não se trata
de desaparecer no oceano,
mas tornar-se oceano.
Por um lado é desaparecimento
e por outro lado é renascimento.
Osho
qualquer dia escrevo um poema regionalista intitulado "o que é uma muié sem um vrido de acetona"
"quem não aguentar que corra", já dizia aquele filósofo XANDD, daquela escola literária aviões do forró.
queria mandar um beijo especial para você que escreveu com o dedo indicador na poeira do meu carro: "TAÍ TEU BRINDE".
E mais, conversando a 140 caracteres com a Mari, soube que ela lançou um livro em 2009! Transatlântico é o nome.Estude bem o passado do seu candidato. Como vou votar no Plínio, ainda estou na parte em que ele foi contra o Tratato de Tordesilhas.
Prefeitura divulga dados da Gestão Fortaleza Bela. Foram abertos 12 Postos de Saúde, 15 Escolas e 5328 buracos.
Como sou um cara plural, aceitarei que preguem no meu carro todos os adesivos de político oferecidos nos sinais. Serei tão coerente qto eles
Pode batizar o filho de Ledo Engano?