domingo, 14 de novembro de 2010

Home sweet home


De volta de novo, desta vez de Recife, desta vez viajando sozinha. Fui tirar o visto no Consulado Americano e resolvi matar duas baratas com uma chinelada só (preferível a matar coelhos com cajados) e enfrentar meu medo de viajar sem acompanhante.

Cada vez mais descubro que, uma vez vencido o medo que você tem de uma coisa, mais bestas parecem o medo e a coisa. Tinha tanto receio de viajar sozinha, e foi tudo tão fluido e tão legal. Resolvi seguir com a maré e dei sorte com o que encontrei. Como sempre tenho a necessidade de planejar tudo, decidi fazer diferente e ver no que dava. Saí de Fortaleza sem programação alguma, com exceção das dicas que a Lu havia me passado. Cheguei ao hotel quase ao meio dia da quinta-feira, descobri, às 13h, que partiria um city tour dentro de quarenta minutos, paguei o passeio, engoli o almoço e zarpei de van para conhecer Recife Antigo e Olinda.

No dia seguinte, fui para minha entrevista no Consulado. Pedi que o hotel me chamasse um táxi e então descobri o Seu Xexéu, o taxista mais chapa que já conheci. Marquei com Seu Xexéu a ida para a Oficina Brennand à tarde. Quando ele viu que o que mais me empolgava era a área verde e a porção de Mata Atlântica que nos cercava, acabou me levando, sem cobrar nada extra, para conhecer o Instituto Ricardo Brennand. Infelizmente não deu para entrar porque estavam fechando, mas tive uma prévia que me inspira a revisitar Recife num futuro próximo.

No terceiro dia, resolvi dar uma relaxada. Fui só à praia e ao shopping. No quarto dia, não havia muito tempo, então restou curtir o hotel e arrumar as malas para voltar.

Falando em hotel, deixo mais uma dica de hospedagem. Gostei muito do Hotel Aconchego. A estrutura é bem simples, mas adorei o serviço. Eles oferecem transfer do aeroporto para o hotel, o que achei muito útil. O restaurante e o bar estão abertos durante todo o dia, e os preços são acessíveis. No cardápio, há desde pratos mais feijão-com-arroz a opções bem diferentes. Num dia em que me senti mais ousada, arrisquei pedir um peixe com crosta de canela e molho de goiaba. Até agora estou em dúvida se recomendo ou não, rs. Outro ponto positivo para esse hotel é sua localização: basta descer algumas quadras e estamos na praia de Boa Viagem; bastar subir alguns quarteirões e dobrar algumas esquinas e chegamos ao Shopping Recife.

Enfim, tudo correu muito bem. Gostei da experiência de viajar sozinha. Parece que as conversas com as pessoas que encontramos ganham mais valor. Mas hei de admitir que olhava o sofá do bar, a piscina e a mesa de sinuca do hotel e pensava que bom mesmo era estar ali acompanhada dos amigos e do Dinho. Sem falar que assim a gente curte viagem sem curtir saudade...

Bom, fica pra próxima. Afinal, ainda faltou conhecer Porto de Galinhas e o Instituto Ricardo Brennand, entre outras muitas coisas.

p.s.: A foto não é minha. Seu Xexéu morreu de rir quando eu disse que precisava criar vergonha na cara e comprar uma máquina fotográfica, mas a verdade nua e crua é que viajei e não tirei uma foto!

3 comentários:

Luciana disse...

Poxa, menina, você tá que nem eu, rsrs! Tirar fotos me dá uma preguiiiiii... Termino esquecendo a máquina em casa, mesmo.

Que bom que a sua viagem foi legal. Espero que, na próxima, eu já esteja lá pra te levar nos melhores points e praias. Cruza os dedos!!

Divagações Públicas disse...

Tô horrorizado.
Você não disse que o hotel foi indicação minha.

ah, nova postagem no blog. a segunda em dois dias.

Beijos saudosos.

Garota D disse...

Nunca viajei tanto na minha vida quanto agora. Tanto que não dá tempo nem contar no blog, muito menos desfazer as malas.Até agora não tive oportunidade de viajar sozinha, mas deve ser uma experiência incrível, única. Simplesmente fazer o que der na telha, sem esperar ou depender de bom ou mau humor de ninguém.
Quanto a falta de fotos, bem, tenho certeza que suas lembranças são bem nítidas e vívidas o suficiente para substitui-las. Eu, de minha parte, sou photofreak, tiro foto de tudo e não consigo sequer me desfazer daquelas que ficam borradas. Apenas no caso de ter faltado espaço é que as apagos com muita dor no coração.
Meu sonho de consumo é viajar e poder aproveitar o domingo sem ter uma prova atrapalhando, mas não se pode ter tudo, né?
Beijos!