quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Um novo mundo: o despertar de uma nova consciência

Terminei esse livro neste sábado e estou me preparando para relê-lo. O motivo para isso é que se trata de um livro profundo e transformador na proporção em que se está aberto para ele. Como temos várias camadas, quero estabelecer um novo diálogo com a obra. Gostaria de ver se ela fala mais fundo para mim.

Recomendo muitíssimo essa leitura a todos, mas aceito a possibilidade de que nem todos serão tocados por ela. É que o autor Eckhart Tolle fala de coisas que podem ser estranhas para quem não tem contato com essa forma de viver o mundo de que tratam os chamados "mestres espirituais". Por exemplo, reconhecer que eu não sou meu pensamento, que sou a consciência que serve de pano de fundo para ele, é uma noção no mínimo inédita para muitas pessoas. E pode ser que não seja visível para elas o benefício que se colhe ao se ter o reconhecimento desse fato. No entanto, se alguém sente a necessidade de mudar de paradigma, deve começar de algum lugar, e esse O despertar de uma nova consciência pode ser o ponto de partida, nem que depois seja também um ponto de retorno.

No livro, Eckhart Tolle trata do ego (o "eu mental"), dos papéis que representamos inclusive quando somos pais, da necessidade de estarmos conscientes do ego para diminuí-lo, do exercício em aceitar essa diminuição do "eu-mental", do sofrimento como porta para essa redução (desde que seja sofrimento consciente), da importância de estarmos presentes no momento e como essa condição de presença nos permite estar alinhados com o que somos verdadeiramente. Na realidade, ele fala de muito, muito mais coisas, inclusive sobre ego coletivo e corpo de dor, mas escolhi dar destaque aos tópicos que me foram mais importantes atualmente.

Devo confessar apenas que prefiro o subtítulo ao título da obra. Por mais que Um novo mundo seja contextualizado no capítulo inicial e entendamos por que o autor se utiliza desses termos, o nome confere um ar meio profético ao livro. Acrescente-se o fato de que é vendido sob a categoria autoajuda e pronto! o ceticismo de muitos é ativado, inclusive o meu. Não se deixem desestimular. A leitura é realmente mais profunda do que a de livros tradicionais de autoajuda, e, se seu intelecto precisa de convencimento, Eckhart Tolle foi formado pela Universidade de Londres e foi pesquisador e supervisor de pesquisas da Universidade de Cambridge antes de se tornar mestre espiritual. Em outras palavras, ele não era qualquer um, rs.

A sinopse de O despertar de uma nova consciência pode ser acessada aqui.

p.s.: A Lu criou o apelido, e eu aderi. Chamamos carinhosamente o Eckhart Tolle de duendinho. Se vocês virem a foto dele ou assistirem a algum vídeo no YouTube, entenderão o motivo. ;o)

2 comentários:

Luciana disse...

Também amei esse livro, Ana. Viva o nosso duendinho!!

Francisco Fernandes Neto disse...

Talvez eu seja preconceituoso quanto a " auto ajuda". Já tentei ler alguns e não consegui. Acho-os horríveis, inúteis. Porém NÃO É O CASO DESTE LIVRO.Vou adquiri-lo, pois gostei muito do que li até agora. É muito mais profundo do que essas porcarias de auto ilusão...