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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Retornando à blogosfera...

Foi preciso o amigo ICL me avisar: um mês sem atualizações!

Enquanto costuro ideias para um texto postável, mostro apenas um dos motivos por que o blog está meio parado. Estava ensaiando para minha primeira apresentação de flamenco. Olha a prova aí embaixo (todas as imagens são de Alex Hermes):









A apresentação ocorreu no dia 8 deste mês. Sucesso de público e de crítica, dizendo-se, de passagem, que público e crítica eram nossos familiares e amigos. ;o)

Check it out!


segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Viver é como andar de patins



Estreei hoje o par de patins que ganhei. Há anos, muitos anos, que não patinava, então eram previsíveis toda a hesitação dos pés e todo o bamboleio do corpo tentando se equilibrar. Para completar, a amiga que convidei me deixou na mão, e aí foi o jeito me aventurar sozinha. Me, myself and I.

O que acabou sendo bom, porque foi dessa experiência que este post nasceu na minha cabeça, enquanto negociava os patins com o chão ora liso, ora esburacado da praça. O Forest Gump não disse que a vida era como uma caixa de chocolates? Pois digo que a vida é como andar de patins.

Na vida e sobre as rodas dos patins, há aqueles momentos em que você não sabe bem o que fazer. Como sair do lugar somente com seu próprio impulso? Como parar sem se atracar com um poste, com uma coluna, com um pobre desavisado transeunte? Como simplesmente parar?

Aí, se você refletir por uns segundinhos, descobre que só depende de você. Pode ser preciso um pouquinho de treino. Pode ser preciso muito treino. Mas, no fim, tudo se resume a você e à escolha de impulsionar ou frear.

Na vida e sobre as rodas dos patins, há aqueles momentos em que os acontecimentos ocorrem alheios à sua vontade ou expectativa, que nem a descida imensa que você ignorava estar no seu caminho. Como não cair? Como não terminar saindo da praça e indo parar no meio da rua, entre ou contra os carros?

Aí, se você não tiver medo, percebe que o melhor é se entregar. Deixar ir. Dá para chegar ao fim da ladeira e continuar no seu caminho se você estiver atento para fazer exatamente isso: continuar.

Na vida e sobre as rodas dos patins, há aqueles momentos em que você progrediu e não percebeu. Por que andar devagar está mais difícil? Por que ganhar velocidade se ainda estou aprendendo?

Aí, se você confiar em si próprio, entende que é melhor aderir ao movimento. Fica mais fácil se não lutar contra a tendência natural do processo. Basta colocar um pé no chão de cada vez e com fé. Basta não resistir, deixar o corpo todo acompanhar a dinâmica da coisa, compensar o alinhamento numa perna e noutra, abraçar a velocidade.

Na vida e sobre as rodas dos patins, há aqueles momentos em que você cai. É inevitável, por isso nem adianta perguntar como não cair. Todo o mundo sabe: dói pra burro.

Aí, se você se proteger, descobre que, se a queda é certa, pelo menos a dor pode ficar do tamanho que ela deve ser. Usando joelheira, você se machuca, mas não se incapacita. É uma questão de se cuidar. Fazendo isso, decepções são decepções, perdas são perdas, tristezas são tristezas. E só. Você permanece ileso. Ou talvez nem tão ileso, mas o tempo cura certo feridas reais.

Por fim, tanto na vida como sobre as rodas dos patins, depois da queda, você se levanta. Sozinho ou com ajuda de alguém, você se ergue.

E começa de novo.

De novo.

domingo, 18 de outubro de 2009

Insanos

Está escrito lá no site do Beach Park:

"O Insano é o mais alto toboágua do mundo com 41 metros de altura, recorde registrado no Guiness Book. Sua altura equivale a dimensão vertical de um prédio de 14 andares.

Em função da sua altura e inclinação, o toboágua proporciona uma descida extremamente rápida - cinco segundos - a uma velocidade de 105 km/h. Por essas características, o Insano é considerado o mais radical dos equipamentos do gênero no planeta. Ao final do percurso, o Insano possibilita um relaxante mergulho na piscina."

Eu fuuuu
hhhhhhhu
hhhhhhhhu
hhhhhhhhhu
hhhhhhhhhhu
hhhhhhhhhhhu
hhhhhhhhhhhhu
hhhhhhhhhhhhhu
hhhhhhhhhhhhhhu
hhhhhhhhhhhhhhhuuuuuuiiiiiiii !!!!!!!!!!!!!!

Juntamente com os amigos Aluízio, G., Bb. e J. Insanidade coletiva é massa!

E mais divertida! ;o)

Saí de perna bamba.

sábado, 3 de outubro de 2009

Um brinde às páginas viradas

Há umas coisas na vida que, depois de vividas, devem se tornar página virada. É assim mesmo: acaba, dói, sara e acaba. Um ponto final para dar fim a muitas angústias, erros e dúvidas. Um ponto final para clarear a certeza de que agora se fará o que é bom de verdade para cada um. E o cabô que antes causava perplexidade, porque como é que acaba uma coisa que se queria tanto, vira que nem a página, e do outro lado ele é cabô que deve ser comemorado, porque é igual a começar algo melhor.

Em celebração a esse cabô que é página virada, aí vai uma música do Pedro Luís e a Parede, que conheci graças à amiga Bb.:



(Música : Zé Renato / Letra : Pedro Luís)

Acabou o jogo
O dia acabou
Com um copo d’água
O fogo apagou

Desatinei e descobri
Pra ser um rei
É só sorrir
Com a boca
Bocabô
Cabô
Cabô, cabô

Eu quebrei o gelo
O sol esquentou
E todo novelo
Já desenrolou

Novela não
Zelo por mim
No coração
O que era ruim

Cabô
Cabô cabô
E vou seguir cantando, brindando minha página virada.
Cabô cabô.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Pratos limpos

Hoje me lembrei de uma coisa. Não é um fato novo, mas tinha me deixado levar pelo turbilhão de coisas que estão acontecendo e havia esquecido uma premissa básica: o valor de pôr tudo em pratos limpos.

Queria até dizer que busquei a pessoa com quem deveria conversar para resolver uma situação que me incomoda, mas aí estaria mentindo. O que fazia era esperar que algum evento ocorresse e tornasse inevitável a conversa. No fim das contas, acabei forçando o evento, porém permaneci inerte. Funcionou porque a pessoa me procurou, no entanto isso ainda ilustra minha postura passiva e covarde.

A boa notícia para mim é que, na hora H, a covardia se foi. Acho que disse o que devia ser dito, e o tempo vai me dizer se fiz realmente o que a vida me pedia naquele momento. Mas o principal motivo para escrever hoje é compartilhar esse vislumbre que tive depois que tudo acabou. Vi de relance, dentro daquela bolinha transparente que é a verdade, o equilíbrio acenar para mim, porque enfim ainda não o encaro diretamente. É que a cabeça anda meio pênsil de tantas noias e inúmeros fantasmas.

E, por mais incrível que pareça, pratos fazem parte de uma metáfora presente na minha vida, tal qual a dos reflexos. Lavar pratos era um subterfúgio para não correr atrás do que quero. Percebi que, se deixo tudo em pratos limpos, eles não podem servir de desculpa para sabotagem de mim mesma.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Uma violinada no status quo

Nesta terça, comentei com um amigo que alterar o status quo me causa um sentimento de admiração. Mudei um estado de coisas. Ontem não era aprendiz de violino.

Hoje sou!


Aproveitando a empolgação, vou compartilhar aqui as coisas que achei interessantes. Os que entendem do instrumento (o amigo Procurador está incluído aí) podem me corrigir (se bem que o amigo Procurador não se dá ao trabalho de passar por aqui, né?):

- O som do violino é "produzido" não só pelas cordas, mas também pelos tampos superior e inferior do instrumento (a parte da frente e a de trás). É por isso que a qualidade da madeira influi na qualidade do som.

- Dentro do instrumento, há uma pequena estrutura que conecta e transmite o som de um tampo para o outro. Essa peça é chamada alma do violino.

- No arco do violino (aquela "varinha" que o músico usa para tocar o instrumento), a parte que entra em contato com as cordas é feita de crina de cavalo.

- Um bom (leia-se muuuuuito bom) violino produzido à mão custa, no mínimo, R$ 5.000,00!

E há as coisas que não são interessantes, mas que vou compartilhar porque o blog é meu:

- Doeu minha clavícula. A dica é usar um paninho ou comprar um tipo de suporte para dar melhor apoio.

- Minha mão é pequena demais! Não consigo separar suficientemente os dedos para prender as cordas.

- Meu braço esquerdo doeu também. Aí só a prática resolve.

- A mão direita também doeu. Mesma solução acima.

- Descobri que meu dedo mínimo da mão direita é surpreendentemente fraco: preciso dele para equilibrar o arco e ele nem tchum.

Por enquanto é só.

sábado, 11 de julho de 2009

Querer quebrar

As coisas vinham caminhando nesse sentido, mas somente na semana passada percebi algo.

Todos nós temos padrões de comportamento, ditados por motivações internas que muitas vezes desconhecemos. Há alguns meses, caí na minha própria armadilha: dei uma resposta automática, repetindo um padrão de esquivar-me de situações de "risco" potencial, e acabei perdendo uma oportunidade de tentar algo novo. Era um mecanismo tão visceralmente embutido em mim, que só me dei conta do que fizera minutos depois. E depois teimei em dizer que não havia conserto, mas a verdade é que queria que não houvesse conserto.

A ficha que caiu na semana passada tem a ver com isso. Meu problema já não é tanto reconhecer o padrão; a questão é querer quebrá-lo. Descobri um em particular, que emperra minha vida, mas que simplesmente não quero quebrá-lo, sei lá por quê. Continuar com essa conduta implica abrir mão de outras coisas que desejo, mas permaneço presa a ela como a criança agarrada à saia da mãe.

Porque, se a criança está agarrada à saia da mãe, não há como ter as mãos livres para pegar qualquer outra coisa. Não há como sair da zona de conforto.

Não há como viver.

E então as pessoas poderiam me perguntar "Você não quer viver?" É claro que quero. Só que infelizmente ainda quero viver no mundinho perfeito em que não há dor e frustração. Um dos meus desafios de agora é encarar a vida real de todos os dias e fazer que ela também seja minha.

Para tanto, tenho de quebrar o tal padrão. Entendo que, se quero mantê-lo, é porque "ganho" algo com ele. Só que esse "ganho" vem assim escrito por um motivo: é falso. Sua falsidade somente já deve ser razão suficiente para querer quebrar.

Tudo isso me trouxe à mente uma cena de um dos episódios mais bonitos de Arquivo X. Era ainda a segunda temporada, e Scully estava em coma depois de sua abdução. Seu testamento era claro em não permitir que prolongassem sua vida por meio de aparelhos. Quando os médicos desligaram as máquinas, os autores usaram a metáfora da cena abaixo:



Minha corda também precisa romper-se.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Reflexos

Essa é uma das muitas fotos que o Aron fez. Como ela tem a ver com a ideia do blog e com o conto Refletir, deixei de lado minha cautela em postar fotos e a compartilho com vocês.

domingo, 3 de maio de 2009

Descompasso

Depois de ver o vídeo da Susan Boyle, Britain's Got Talent virou minha nova mania. No YouTube, vi todos os episódios deste ano e os mais marcantes de 2007 e 2008. É engraçado perceber que, até em um show de calouros, há o que se aprender e pensar.

Neste post, quero abordar um tema que me intriga. Ilustro primeiro com esse vídeo do trio adolescente Singing Souls, que se julga melhor que as Pussycat Dolls e Sugababes.



Meu segundo exemplo é Kay, dono de uma performance que alega ser única, pois é capaz de imitar um saxofone apenas com sua voz.



Okay. Dá para adivinhar o que me intriga?

Desde que comecei a ver esse programa, fiquei impressionada com a imagem que certas pessoas têm de si e o descompasso desse autoconceito com a realidade. Não existe aqui nem espaço para dizer que é uma questão de gosto ou opinião. É fato que as três adolescentes não são cantoras melhores que as Pussycat Dolls e que Kay está longe de imitar um saxofone.

Como não sou psicóloga, não disponho de conhecimento especializado para entender isso, então só me resta especular. Que mecanismo é esse que existe dentro de nós que nos impede de nos vermos verdadeiramente?

Essa pergunta ganhou peso maior quando vi este último vídeo, extraído do programa de 2 de maio. Coloco-o na íntegra porque merece ser visto. Jamie Pugh é um trabalhador cujo sonho é cantar no Royal Variety Performance. Seu grande obstáculo é o medo do palco, que diz ser paralisante. Porém, decidido a vencer essa limitação, ele se inscreveu no programa. O resultado foi o seguinte:



Talvez o medo do palco não seja o maior desafio de Jamie. Quando se emocionou ao ouvir de Simon que é hora de acreditar em si, a reação de Jamie me fez pensar que ele também tem uma imagem errada de si mesmo, desta vez não condizente com a realidade porque inferior ao que Jamie é de verdade.

Depois desse vídeo, vi que a questão é uma via de mão dupla: podemos nos achar melhores do que realmente somos, mas também podemos ser incapazes de perceber o quão bom somos. Aproveitando a metáfora que subjaz ao nome deste blog, nos dois casos o reflexo não condiz com o objeto refletido, com a realidade. Ora a imagem é maior do que deve ser, ora é menor.

Que espelhos são esses que usamos? Por que foram forjados?

Como nos livramos deles?

Ao vencer o seu medo, ao ter seu valor afirmado e restituído, Jamie se disse completo. Nem maior, nem menor. Na medida certa.

Sem descompasso.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Estreei os 27 anos com um papoco!

Podia trocar o título deste post por "Falta do que fazer". Tremendamente entediada, andei fuçando meu próprio blog (será que isso se chama narcisismo?), e decidi terminar o mês de abril com dez posts para bater meu recorde mensal.

Vi meu primeiro post e o compromisso que fiz comigo de ter um 2009 diferente. Até agora, pelo menos em relação a certas datas, parece que consegui. Minha maior vitória foi comemorar meu aniversário (sexta-feira passada, dia 24) de bem com a vida. Depois de muito tempo, foi o primeiro em que não me incomodaram as coisas que não tenho. Pelo contrário, celebrei intimamente as coisas que tenho. Celebrei até o fato de ter conseguido pegar o bolo na casa da boleira-que-mora-no-fim-do-mundo sem me perder no caminho.




Aliás, meu presente de mim para mim mesma foi uma experiência e tanto. Resolvi conservar meu momento de bem-estar com um ensaio fotográfico. Meu propósito foi preservar um momento inédito de saudável autoestima. Foram mais de setecentas fotos, nas quais apareço em mais da metade:

a) fazendo careta;
b) em estado de visível tensão;
c) com os olhos quase fechados por causa da combinação luz solar + astigmatismo;
d) fazendo careta, em estado vísivel de tensão, com os olhos quase fechados por causa da combinação luz solar + astigmatismo.

(Isso me lembra esse post engraçadíssimo da Maddie.)

Mas no fim, o produto ficou legal graças principalmente ao Aron Rocha, O Fotógrafo. Quem quiser ver o trabalho dele, pode seguir este link aqui. Ressalto que foi mesmo uma experiência e tanto. Saímos sete da matina rumo à Prainha, parando em locais bonitos no meio do roteiro para aproveitar paisagens enquanto o banco traseiro do meu carro ficava pior do que meu quarto, com todas as trocas de roupas espalhadas por cima dele.

Falando em carro...

Aí veio o papoco (ou segundo o Houaiss, o estrondo). Em um domingo ensolarado, dia 26 de abril - para ser mais exata, saio sorridente para uma caminhada na praia. Mas eis que havia um ciclista suicida circulando pela Av. Santos Dumont. Eis que ele acha de atravessar a avenida no momento em que um carro se aproxima. E então o carro freia bruscamente para frustrar o desejo suicida do ciclista filho-da-puta.

Aí bato no carro que freou bruscamente.

E então? Estreei os 27 anos com um papoco ou não? A boa nova é que estou bem, tenho seguro e gostei da minha reação na hora do acidente. Em vez de pensar "Não acredito que isso aconteceu comigo" (será que isso se chama egocentrismo?), disse mentalmente:

"Porra, bati o carro."

Ponto final.

E o ciclista suicida? Sequer olhou para trás. Deve estar causando mais prejuízos por aí, o filho-da-puta.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

O valor de Susan Boyle

Vi este vídeo no Cactus Cola (na realidade, o de lá é completo):



Vídeo extraído de http://www.youtube.com/watch?v=uk2yIqBfb_I. (Observação em relação à legenda: acho que Susan quis dizer que gostaria de ser tão famosa quanto Elaine Paige, "The First Lady of British Musical Theatre". Ellen Page é a atriz de Juno).

Desnecessário dizer que chorei. Lembram do meu ponto fraco revelado no post do filme Quem quer ser um milionário? Ei-lo aqui. Percebam a crueldade de alguns da plateia (a dos jurados nem se fala). Notem o pequeno sorriso de Susan antes de começar a cantar, o sorriso de quem sabe que surpreenderá todos. Testemunhem essa mulher desconstruir os valores que a mídia propaga, principalmente o da supremacia da beleza física.

Emocionem-se.

Depois reflitam.

Infelizmente, se não tivesse inferido do título do post no Cactus Cola que a performance seria extraordinária, eu também teria baixas expectativas em relação ao que Susan apresentaria no palco.

Para dar continuidade ao parágrafo acima, havia escrito a frase "Eu, que me revolto contra a ditadura da estética, que tenho ojeriza às patricinhas, também julgaria a capacidade daquela mulher pela sua aparência". Apaguei-a. Se fosse uma pessoa livre desses valores estéticos, estaria sendo sincera ao dizer isso. Mas não é o caso. Minha revolta contra o culto à beleza física ainda não é verdadeira. Resulta muito mais da minha incapacidade de me encaixar nos padrões ditados pela sociedade do que de minha consciência de que eles são superficiais. Até bem pouco tempo, ainda me julgava inferior a certas pessoas porque estava longe de ter a beleza externa que elas possuem. Não é à toa que também julgaria Susan Boyle. Ao me proporcionar material para escrever este post, Susan me fez ver o quanto minha autenticidade é pseudoautenticidade, e o quanto ainda devo amadurecer para aderir integralmente à consciência de que beleza não importa.

Daqui para frente, Susan Boyle será meu lembrete. Para enxergar o valor de cada um, inclusive o meu, o primeiro passo é ver através do físico e palpável.

Para quem quiser saber mais sobre essa grande mulher, basta seguir o link do Cactus Cola. A Bijou fez a pesquisa e conta um pouco da história de Susan Boyle.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Os frutos de um engarrafamento

Enquanto me arrastava em um engarrafamento enooooooooorme rumo à palestra que fui ver hoje, fiquei pensando na proverbial morte da bezerra. Lembrei dos meus problemas e pseudoproblemas, dos dilemas de uma amiga, dos conflitos de outra, das conversas com outras pessoas. Daí veio uma frase de um livro de autoajuda que não terminei, mas que dizia algo do tipo "Experiência é aquilo que se obtém quando não se obtém o que se quer." Aí o ciclo se fechou: quais frases e ensinamentos colho dessas conversas do dia-a-dia? Abaixo seguem algumas:

1) Não se leve tão a sério.

2) De vez em quando acontecem umas merdas na nossa vida. Aceite o fato.

3) Aliás, se você não se levar muito a sério, fica menos difícil aceitar a merda no meio do caminho (não, Drummond, não é uma pedra, é uma merda mesmo).

3) A vida tem realmente altos e baixos. Quando estiver nos baixos, não se esqueça de que a subida virá logo e tenha paciência. Quando estiver nos altos, curta bem muito e seja feliz.

4) Na mesma linha do item acima, sendo essa de autoria da Bb.: o bom de se chegar no fundo do poço é que não há outra saída a não ser subir.

5) Nunca esqueça o valor terapêutico de dizer "foda-se" (essa é da D.I.). Variante que a G. me apresentou: aperta o botão do "foda-se".

6) Escolhas baseadas em motivos errados ou falsos são sempre más escolhas e não adianta se decepcionar com as consequências.

7) Primeiro aceite o que você é, depois mude para melhor.

Vou terminar aqui, não porque sete é um número cabalístico, mas porque não me lembro mais de nada, estou cansada, e ainda tenho um texto para decorar e apresentar amanhã na aula de francês.

terça-feira, 17 de março de 2009

L'amour

Sou péssima para criar títulos. Aí em cima está o título do vídeo aqui de baixo.



Tive a ideia quando vi esse clipe no You Tube enquanto procurava trechos de Amélie Poulain. No meu vídeo, usei os filmes que me marcaram de alguma forma. O Picolino foi o primeiro musical a que assisti. Cantando na Chuva consolidou minha paixão pelo gênero. A Noviça Rebelde me encanta até hoje. Peter Pan e Harry Potter não são musicais, mas revelam-se tão mágicos quanto. High School Musical é uma fraqueza (ô vergonha, ihi), mas ah... eles são tão jovens e dançam tão bem...

Escolhi embalar as personagens ao som de La Valse d'Amélie. A beleza da valsa de Yann Tiersen é indescritível. A melhor definição que encontrei para essa melodia veio nas palavras da amiga Bb.: "Essa música fala pra mim." E como fala. Exprime o amor e o belo. É contagiante.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

É tudo culpa do Heath Ledger

Meu comentário mais do que repetido sobre o filme Batman - O Cavaleiro das Trevas era o seguinte:

"É excelente. Mas o filme só existe por causa do Coringa. O Batman se redefine por causa do Coringa - é como se ele fosse uma consequência do vilão."

Eu realmente acreditava nisso. Lembrava-me dos anseios de Bruce Wayne por uma vida normal, de sua vontade de ver Harvey Dent se tornar o herói de Gotham City, e pensava que o Batman somente se forçava a continuar na batalha porque o Coringa existia. Cheguei a escrever em algum lugar que o Batman é o que o Coringa não é, e daí cheguei (não sei por que caminhos ilógicos) à conclusão de que o Bem precisa do Mal para se definir.

Pois bem.

Hoje uma pessoa muito inteligente (aquela mesma de outros posts - aliás, vou chamá-la agora em diante Pessoa Inteligente) desconstruiu todo esse modo singular (ela disse) ou equivocado (eu digo) de ver as coisas.

Ela me explicou como o Coringa se regozijava em testar as pessoas e, por consequência, em desmascará-las. Era como se ele dissesse "Ah, você acha que é isso? E se eu apertar esse botãozinho aqui, você continua sendo o que acha ser?" Movido por essa motivação, ele priva Dent e Batman da mulher que amam. Está apertando o botãozinho para ver quem se desconstrói. Dent se torna um vilão. Batman persiste íntegro, mesmo quando tem a chance de deixar o Coringa morrer.

Daí surge a lição de buscarmos nossa essência e de nos tornamos incólumes nela. Harvey Dent foi honesto enquanto as circunstâncias permitiram. Bastou uma dor maior, uma perda verdadeiramente significativa para fazê-lo seguir um caminho diferente. Batman, por outro lado, permaneceu motivado por seu senso de certo e errado, ainda que o resultado fosse interpretado diferentemente pelos outros. Como disse a Pessoa Inteligente, ele bem poderia ter matado o Coringa. Se o houvesse feito, teria sido ovacionado pela população. Mas ele salva o inimigo. Assim como salva a cidade inteira ao assumir os crimes de Dent e deixar imaculada a imagem do promotor. Faz tudo isso porque, ainda que o mundo desabe ao seu redor, Batman sabe quem é, o que o move e o que o sustenta. Conhece o que verdadeiramente é - não há reflexos lançados pelos outros. Sabe sua essência e por isso é inabalável.

Dá vontade de ser o Batman ;o)

Tenho uma desculpa muito boa para justificar toda minha má interpretação do filme (mais grave do que isso, só a ênfase que escolhi dar ao Mal em detrimento do Bem): o maravilhoso trabalho de Heath Ledger. Com um Coringa daqueles, era impossível não me focar nele. Ele me fascinou e horrorizou em todas as cenas.

Estão vendo? É tudo culpa do Heath Ledger.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Ao bom professor


Há certas coisas cuja importância só percebo quando não as tenho. Somente entendi o valor do sono quando passei uma semana dormindo apenas quatro horas por dia (época obscura do mestrado).

E existem outras coisas cuja relevância se apresenta no momento em que as tenho. Hoje foi um típico exemplo: as aulas de francês começaram, e minha professora é excelente. Voltei a ter ânimo para estudar (disciplina é outra questão).

No fim das contas, por mais que haja a necessidade de sermos autodidatas (sobretudo se cursamos uma faculdade de direito como a que meus amigos sabem que cursei), não há nada que deprecie o valor de um bom professor. Evidente que o aprendizado não depende apenas dele; aliás, essa responsabilidade é mais nossa sem sombra de dúvida. Porém, o bom professor nos motiva a usar essa capacidade de aprender. Não é que ele seja a única motivação externa para o processo de aprendizagem - uma pessoa sozinha, movida pela necessidade de obter um emprego estável, pode estudar e aprender o conteúdo necessário para passar em um concurso. Mas é que ele personifica a motivação externa verdadeiramente vinculada ao processo de aprendizagem; o resto se trata de circunstâncias pessoais que nos impulsionam.

Por esse fato somente, o magistério deveria ser mais valorizado, ainda que fosse apenas para fomentar o desejo de se tomar responsabilidade pelo aprender. Isso assim ocorre porque aprender permite perpetuar profissões e ofícios. Nosso médico, nosso professor de ginástica, nosso psicólogo, ou mesmo o juiz que julgar uma eventual causa nossa no Judiciário; todos eles aprenderam com alguém, que por sua vez aprendeu com outro alguém, e assim por diante. Dessa forma, aos pais que não enxergam a importância de um filho em querer se tornar um professor (e aí vai uma cutucada para todos os meus familiares que nunca me apoiaram), deixo apenas o lembrete que o professor do filho-juiz que os senhores querem ter é tão importante quanto o seu almejado futuro-magistrado-em-família. A remuneração é bem diferente, claro (mas injusto). Mas os senhores, nesta altura do campeonato, também já deviam saber que nem tudo se resume a dinheiro.

Shame on you.


Assim, neste exato momento, penso em todos os bons professores que tive.

E agradeço.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Odeio a Rede Globo

Nunca fui daquelas de dizer "Odeio a Rede Globo". A principal causa é que, por mais que isso seja um defeito que ainda não consegui corrigir, sou apolítica, então as diversas manipulações ideológicas apontadas por aqueles que realmente entendem das coisas passam despercebidas por mim. Na maioria das vezes, quando ocasionalmente vejo um trecho de uma novela ou de outro programa, só estranho o fato de que, se aquilo está no ar, é porque alguém deve dar ibope, inobstante a tosqueira exibida (novelas com textos ridículos, atores que deixam os textos mais ridículos ainda, Faustão, Zorra Total, etc.).

Na verdade, a Rede Globo não me atingia mais simplesmente porque deixei de ver TV aberta. Como não tenho mais TV a cabo desde 2006, consequentemente posso dizer que não vejo mais TV, logo o que a Rede Globo fazia não me interessava mais.

Até saber que ela não transmitirá o Oscar.

Justamente no ano em que eu poderia assistir à premiação uma vez que segunda-feira é feriado.

Gente, que raiva. O pior é que, de mãos dadas com minha apolitiquice, anda minha ingenuidade, que não percebera as intenções maquiavélicas da emissora. Somente no blog Diário de Bordo, do excelente Cinema em Cena, foi que percebi a estratégia da Globo: ela compra os direitos de transmissão para engavetar. Se ela não transmite, ninguém mais o faz.

Adorei o fato de que o manifesto que Pablo Villaça (editor do Cinema em Cena) escreveu está exposto em um blog de acesso frequente do mundo hollywoodiano. Villaça sugere que a ABC ou a Academia vincule a compra do direito de transmissão do Oscar à sua efetiva transmissão. Para conferir: http://hollywood-elsewhere.com/2009/02/oscar_dissed_in.php.

Os posts no Diário de Bordo são:

A Globo e o Oscar

Mais sobre a Globo e o Oscar

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

My Playlist

Fiquei empolgada com o site Playlist e resolvi fazer uma lista para mim, com as músicas que adoro ouvir no rádio ou que estão constantemente tocando no computador do trabalho ou daqui de casa.






Standalone player

domingo, 25 de janeiro de 2009

Alanis Morissette

Três letrinhas:

UAU!

Fui ontem ao show da Alanis. Pela primeira vez na vida, estava no frontstage, coladinha à grade, em meio a muitos fãs alucinados.

UAU!

Ela canta muito, muito mesmo. Depois que ouvi meus amigos comentarem foi que percebi: ela não desafina em momento algum. A voz não falha nunca. Combinando isso com as letras de suas músicas (não conheço muitas, mas essas poucas me convenceram de sua inteligência) e sua interpretação à flor da pele, não há como negar o talento dessa mulher.

UAU!

Espero ansiosamente o post do Aluízio no Galera_D. Como fã, somente ele poderá falar da emoção de ver um ídolo tão de pertinho.

Finalizando, aí vai minha música preferida neste momento, Not as we:








domingo, 18 de janeiro de 2009

Marley & Eu e outros devaneios de fim de noite


Aparentemente, hoje é o dia para escrever sobre coisas não tão novas assim.

Terminei Marley & Eu agorinha. Acho que o livro deve ter um apelo especial para aqueles que são donos de animais, mas não há nada mais de marcante nele enquanto obra literária.

Por outro lado, enquanto história de vida, Marley & Eu é um testemunho de que o cotidiano de cada um de nós é tão rico quanto qualquer cânone da literatura. Há alguns meses, percebi o valor único de cada vida quando parei no meio do meu ambiente de trabalho e lembrei de confidências dos amigos que me rodeavam. Cada um de nós vivencia vários dramas internos, arquiva várias crônicas vividas, tem causos auto-estrelados para contar. Às vezes, imagino o que deve ser a profissão de um psicólogo - ter acesso a tantas vidas desnudas. Pode ser cansativo, mas deve ser intrigante.

Voltando ao livro, é claro que Marley me cativou, mas quem me ganhou de verdade foi John Grogan, o Eu do título. Se John Grogan é o que escreve, ele é gente muito boa. Bom marido, bom pai, bom dono de cão. Adorei a relação dele com a esposa, o amor pelos filhos, sua presença na vida deles, sua paciência e cuidado com Marley. Seus valores são simples, sólidos e bons. Seu novo livro, The Longest Trip Home, é um relato da sua vida a.M. (antes Marley), e desconfio que será minha nova aquisição.

Além de uma leve paixonite pelo autor, o livro me trouxe memórias do Fluf, meu cachorro que morreu em dezembro de 2007. Também comia as coisas mais inadequadas possíveis, desde sabão a borboletas vivas. Tinha o péssimo hábito de se esfregar em qualquer coisa mal cheirosa (lama, etc. etc. etc.) e depois vir com a cara mais sonsa do mundo querendo colo. No sítio da minha avó, adorava correr dentro do açude seco, embrenhava-se no capim alto e surgia aos saltos, ora aqui, ora ali. Na velhice, também ficou surdo, lento e cansado. Diferentemente de Marley, era pequeno, então eu podia carregá-lo quando voltávamos de alguma caminhada. Morreu antes de perder a visão, e por isso fui grata.

Animais de estimação são o tipo de posse que vem com prazo de vida útil. Ao adquirirmos um, sabemos que nos apegaremos a ele, que cuidaremos dele, e que um dia ele morrerá. É irremediável e simples assim. Depois que o Fluf morreu, cogitei não ter mais bichinho algum.

Uma frase no livro, porém, parece ser a moral da história para qualquer relacionamento com um bicho de estimação. É uma frase no livro, porque John Grogan somente repetiu o que o senso comum já ensina: o que vale é a jornada, não o destino. Hoje temos uma calopsita aqui em casa. O destino será a morte. A jornada é vê-la seguir a gente pelos cômodos, assoviar agudamente Atirei o pau no gato, emitir grunhidos que parecem "Bate o pé" e "Raquel", escorregar mechas do meu cabelo entre o bico, esticar-se do ombro do meu pai para se pendurar na armação dos óculos dele, beliscar nossos pés até que a coloquemos na mesa, de onde ela adora derrubar canetas.


Aliás, a frase é uma moral para nossa história de vida também. Quando estive em Teresópolis, um dia resolvi andar pela trilha que conduzia ao início da cachoeira que havia na propriedade. O amigo F. me acompanhou. Logo percebi a diferença no ritmo da nossa caminhada; embora ele tivesse as pernas bem maiores que as minhas, eu ia sempre à frente. Depois vi que ele parava constantemente para observar e comentar a flora, enquanto eu, de cabeça baixa, olhava apenas o chão que se estendia sob meus pés. Se não fosse F. me mostrar que eu tinha de aproveitar também o trajeto até chegar à cachoeira, eu teria seguido sem ver os bambus que ladeavam a trilha e se entrecruzavam acima de nós, um túnel improvisado pela natureza. E F. disse a mesma frase para mim, repetindo sem saber o que amigo H. tinha me dito dias antes.

O que vale é a jornada, não o destino. A jornada implica como chegamos ao destino. A jornada depende da pessoa que queremos ser e das escolhas que fazemos para alcançar esse modo de SER. A jornada significa viver o momento, um dia de cada vez. Venho refletindo que, no meu caso, a jornada mudará quando me destituir de certos reflexos que impedem a visão da coisa em si.

Mas isso é assunto meu e da minha analista.

Enfim, carpe diem.

p.s.
: John Grogan em http://www.johngroganbooks.com/index.cgi

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Estar bem

Uma pessoa muito inteligente me disse que há uma concepção errada do que significa estar bem. Em regra, as pessoas pensam nos termos da equação estar sem dor = estar bem. Na realidade, estar bem verdadeiramente é mais do que não sentir dor: é sentir o prazer de viver.

O prazer de viver.

Só em escrever isso, dá vontade de sentir também. Hoje me peguei refletindo sobre o que gosto na vida. Olhei minhas fotos no Orkut e vi meus queridos amigos lá comigo. Sim, gosto imensamente deles. Tenho o privilégio de trabalhar com amigos, não colegas (a maioria, pelo menos). No semestre passado, graças ao amigo hoje Procurador, nós nos unimos muito, saímos muito, rimos muito. Fizemos até sarau! (Em outras palavras, cantamos e desafinamos muito também). Em determinados momentos dessas reuniões, sentia um bem estar enorme e entendia o que era felicidade naquele instante. E há os amigos de outros tempos, nunca distantes, mesmo os que residem em outros estados ou países.

Também gosto imensamente de dançar. Fechar os olhos e dançar. Bater o pé no tablado e fingir que danço flamenco também vale. É sinal de que estou contente quando passo da sala para a cozinha fazendo um grand jeté como se ainda fosse bailarina.

Ouvir música é tudo de bom. Faz o começo da semana ser tolerável: segundas feiras são mais bem humoradas se me preparo para o trabalho cantando a plenos pulmões com a música que está tocando.

E filmes!!! Filmes como Amélie Poulain, Little Miss Sunshine, Juno me fazem sorrir sempre e esquecer o mundo. Mas nem precisa ser dessa categoria de filme que qualifico como filmes ternos para me fazer feliz. Estar no cinema é sempre muito bom. Rever as películas em DVD de novo e de novo é tão bom quanto. Aliás, comprar DVD é um vício meu, admito.

Ler e escrever. Descobri há muito tempo que não tenho o gosto apurado que desejava ter (na época que minha nerdice era mais pronunciada). Há vários, vários clássicos que nunca li e, se os ler, acho que será mais por obrigação do que qualquer coisa. Mas não resisto a um Harry Potter, a um Crepúsculo & CIA (esses dois merecem um post algum dia). Posso intercalar esses com uma leitura mais séria, do porte de On Chesil Beach, mas tudo sem compromisso: se despertou a curiosidade, é lido. Caso contrário, é lido pela metade (que o diga Crime e castigo). Escrever é muito bom também. Estou sorrindo neste exato momento em que teclo estas palavras. Isso já diz tudo.

Criar. Isso foi uma surpresa do fim do ano passado. Ter ideias criativas me empolga! Quando comecei a elaborar os vídeos para a festa de fim de ano, percebi que adoro todo o processo criativo, adoro ter um resultado que é meu ou nosso, se o trabalho for de equipe.

Adoro a filha da minha amiga. Adoro ouvir o tia Quel dela. Adoro cantar com ela no meu colo, vê-la dançar sacudindo os bracinhos, simplesmente vê-la.

Gosto de tantas outras coisas. Um dia desses, duvidei se gostava de olhar para o mar. Gosto mesmo, ou gosto porque todo mundo diz gostar? Tentei ser indiferente. Humpf. Quando percebi, estava com um sorrisinho satisfeito nos lábios. Gosto do mar e da praia. Gosto da noite, do climazinho de uma manhã nascente, do pôr do Sol (se for em Floripa, nem se fala). Gosto de andar a pé nas cidades em que sou turista.

Olha só, olha só... gosto de muitas coisas. Essas coisas me dão o prazer de viver.

E não é que estou me sentindo bem?