De bobeira, assisti a um episódio de Glee neste fim de semana e adorei esta versão de I wanna hold your hand:
OBS (escrita em 12/03/2011): Amigos me informaram que o player não está funcionando. Como não consegui resolver o problema, deixo o link para acessar diretamente no goear: http://www.goear.com/listen/bc32242/i-wanna-hold-your-hand-glee-cast.
Fuçando o YouTube, descobri o clipe do seriado, outra versão da música - desta vez entoada no filme Across the Universe - e, é claro, a canção na voz dos Beatles (e reparem no entusiasmo dos dois rapazes sentados na plateia - minutos 1:07 a 1:13 do vídeo).
Como a versão original é mais divertida, aqui vai:
quarta-feira, 2 de março de 2011
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Aconteceu na vida real - Quando atendi Nostradamus
Esta história não tem nada de extraordinário, mas serve para ilustrar a variedade de pessoas que atendo na Justiça Federal.
O telefone tocou.Essa aconteceu nesta semana. Dando crédito a quem o merece, chamar o velhinho de Nostradamus foi ideia do Dinho.
- Justiça Federal. Bom dia. - Falei por entre duas torres de processos que se acumulavam sobre minha mesa. Era semana de mutirão de audiências, e os acordos homologados me esperavam concretizar seu resultado expedindo as requisições de pagamento devidas.
- Bom dia. Olha, aqui é do interior e é um idoso. Você pode me informar sobre meu processo?
Em regra, a resposta de praxe é que não podemos transmitir dados sobre processos por telefone. Para isso, temos o atendimento ao público todos os dias e a consulta processual no site da Justiça. No entanto, não é razóavel tirar um velhinho de sua cadeira de balanço, provavelmente colocada num alpendre cheio de gaiolas com bem-te-vis, galos de campina e sanhaços, e colocá-lo num ônibus para Fortaleza, somente para saber o estado em que sua demanda se encontra.
- Me diga o número do processo, por favor.
Abri a tela da consulta processual. Acabou que o velhinho tinha dois processos na nossa vara. Descobri que o segundo é que importava. Expliquei a situação dele. Havia acabado de retornar da Contadoria para fazer o cálculo, o advogado do senhor já tinha retirado o processo da vara para se manifestar, assim como o réu também já havia tomado ciência da nova conta, e agora só faltava ir para a mão do juiz para julgar.
Na verdade, todo aquele relato era de conhecimento do velhinho. Percebi isso quando ele quis mostrar o que já sabia repetindo tudo o que eu informara, acrescentando ainda as datas das movimentações. Vai ver que naquele alpendre em que ele passa as tardes havia computador com internet também.
- Quer dizer que ainda vai pro juiz, é? - Ele quis confirmar.
- Sim, mas isso é bom. É sinal de que está mais perto do que longe para o processo terminar.
- Pois é, minha filha, é que esse processo é de 97, num sabe? Se eu não estivesse aperreando, não iria para frente.
Tentei consolá-lo:
- Olhe, mas já está pertinho. E se eu disser pro senhor que tem é processo mais antigo ainda? A gente tá fazendo um mutirão para acabar com um monte de processo que é de 93.
Claro que isso não era consolo. A inutilidade do meu comentário se revelou quando ele começou a contar a história do processo de novo, sempre relembrando que a ação fora ajuizada em 97. Respirei fundo. A experiência me ensinou que, nessas horas, é melhor só ouvir.
Então ele me surpreendeu com a seguinte informação.
- ... desde 97. E próximo ano é ano bissexto.
Franzi a testa. Isso importava por quê? Impeli-o a continuar com um sim meio hesitante. O velhinho explicou:
- Pois é, é ano bissexto, e o pessoal tá dizendo que o planeta vai sofrer umas mudanças, num sabe? Já começou na verdade, né? Essas coisas que aconteceram no sul. Aí ninguém sabe o que vai acontecer com o planeta, né? 2012 e ano bissexto. E eu já tenho 72 anos.
Diante de um agouro desses, pensei em tentar alegrar um pouco as coisas. Me ocorreu brevemente comentar que 2012 não devia ser um ano tão ruim assim porque, segundo os guias espirituais, a partir dele se instaura um novo paradigma no qual o homem buscará entrar em contato com a Consciência. Desisti por motivos óbvios.
O velhinho continuava:
- ... já tenho 72. E eu tenho medo de esse pagamento não sair antes do próximo ano, num sabe?
Para depois arrematar, meio entre risos:
- É que eu sou meio profeta, num sabe?
Lembrei dos processos que me aguardavam e decidi não comentar ou perguntar. Após desligarmos o telefone, pensei que aquela tinha sido a justificativa mais interessante que já ouvira para um pedido de agilizar o andamento de um processo.
E que a gente escuta cada uma...
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Quem precisa do Mal?
Uma pesquisa realizada pelo Centro de Estudos da Felicidade da Universidade para a Vida demonstrou que se vive verdadeiramente feliz na ausência da dicotomia entre o Bem e o Mal. Os estudiosos partiram da hipótese de que, se a ideia de Mal é apresentada ao homem, ele tenderá a equivaler felicidade à ausência ou à anulação do Mal-estar. Nesse cenário, a felicidade jamais é experimentada em sua plenitude.
O experimento consistiu em dividir os voluntários em duas comunidades. A Comunidade Violeta recebeu uma caixa do Mal e uma caixa do Bem. A Comunidade Azul recebeu somente a caixa do Bem. As caixas do Bem que foram distribuídas para os componentes de ambas comunidades estavam vazias, cabendo a seus donos completá-las, se assim o quisessem. Por outro lado, a caixa do Mal, destinada somente àqueles da Comunidade Violeta, vinha preenchida. Os sujeitos a receberam repleta de depressão, agressividade, angústia, preguiça, insegurança e toda sorte de sentimentos negativos.
Aos participantes do experimento foi transmitida a seguinte instrução:
Você deve ser feliz.
Durante um ano, os indivíduos foram observados em sua vida diária. Os pesquisadores observaram duas condutas entre os componentes da Comunidade Violeta. Em busca do propósito de ser feliz, algumas pessoas preocuparam-se somente em tentar esvaziar a caixa do Mal, jamais se preocupando com a caixa do Bem. Tomaram algumas medidas como procurar terapia ou aderir a uma religião, mas o cotidiano dessas pessoas não demonstrou grandes alterações. Quando entrevistados, esses participantes diziam-se satisfeitos com a vida que levavam, embora muitos parecessem apáticos.
Outros membros da Comunidade Violeta tentaram preencher a caixa do Bem em busca da felicidade. Um fato observado pelos pesquisadores foi a tentativa desses participantes de parear o Bem com o Mal, como se aquele anulasse este somente na exata proporção em que se correspondessem. Essas pessoas também afirmaram que estavam contentes com seu estilo de vida, todavia, segundo as observações dos pesquisadores, a maioria alegava isso com um ar reticente, como se os participantes desconfiassem de que havia mais a ser feito por si próprios.
Por sua vez, a Comunidade Azul apresentou um comportamento totalmente diferente. Porque não possuíam a caixa do Mal, os membros dessa comunidade não tentaram preencher a caixa do Bem pela metade ou até seu limite. Para viverem felizes, ultrapassaram a medida do recipiente, havendo quem requeresse mais caixas para conter tanto Bem-estar. A diferença fundamental dos participantes da Comunidade Azul se deveu ao fato de que tentavam viver a vida de acordo com sua total potencialidade, sem basear-se em parâmetros. Cada minuto do relógio era vivido com apreciação, e os membros investiam em viagens, passeios com amigos, esportes, arte, e outras tantas atividades, cada qual de acordo com o gosto de cada um. Ao serem indagados acerca de suas escolhas de vida, essas pessoas forneceram respostas que se sintetizam na seguinte crença:
Ser feliz é curtir a vida com totalidade.
Essa é para pensar. :o)
A ideia base desse texto já foi abordada neste post e pertence à minha analista, também conhecida como Pessoa Inteligente (aqui no Reflexos) ou como A mulher que não usava bolsa (lá no blog da Silmara Franco).
O experimento consistiu em dividir os voluntários em duas comunidades. A Comunidade Violeta recebeu uma caixa do Mal e uma caixa do Bem. A Comunidade Azul recebeu somente a caixa do Bem. As caixas do Bem que foram distribuídas para os componentes de ambas comunidades estavam vazias, cabendo a seus donos completá-las, se assim o quisessem. Por outro lado, a caixa do Mal, destinada somente àqueles da Comunidade Violeta, vinha preenchida. Os sujeitos a receberam repleta de depressão, agressividade, angústia, preguiça, insegurança e toda sorte de sentimentos negativos.
Aos participantes do experimento foi transmitida a seguinte instrução:
Você deve ser feliz.
Durante um ano, os indivíduos foram observados em sua vida diária. Os pesquisadores observaram duas condutas entre os componentes da Comunidade Violeta. Em busca do propósito de ser feliz, algumas pessoas preocuparam-se somente em tentar esvaziar a caixa do Mal, jamais se preocupando com a caixa do Bem. Tomaram algumas medidas como procurar terapia ou aderir a uma religião, mas o cotidiano dessas pessoas não demonstrou grandes alterações. Quando entrevistados, esses participantes diziam-se satisfeitos com a vida que levavam, embora muitos parecessem apáticos.
Outros membros da Comunidade Violeta tentaram preencher a caixa do Bem em busca da felicidade. Um fato observado pelos pesquisadores foi a tentativa desses participantes de parear o Bem com o Mal, como se aquele anulasse este somente na exata proporção em que se correspondessem. Essas pessoas também afirmaram que estavam contentes com seu estilo de vida, todavia, segundo as observações dos pesquisadores, a maioria alegava isso com um ar reticente, como se os participantes desconfiassem de que havia mais a ser feito por si próprios.
Por sua vez, a Comunidade Azul apresentou um comportamento totalmente diferente. Porque não possuíam a caixa do Mal, os membros dessa comunidade não tentaram preencher a caixa do Bem pela metade ou até seu limite. Para viverem felizes, ultrapassaram a medida do recipiente, havendo quem requeresse mais caixas para conter tanto Bem-estar. A diferença fundamental dos participantes da Comunidade Azul se deveu ao fato de que tentavam viver a vida de acordo com sua total potencialidade, sem basear-se em parâmetros. Cada minuto do relógio era vivido com apreciação, e os membros investiam em viagens, passeios com amigos, esportes, arte, e outras tantas atividades, cada qual de acordo com o gosto de cada um. Ao serem indagados acerca de suas escolhas de vida, essas pessoas forneceram respostas que se sintetizam na seguinte crença:
Ser feliz é curtir a vida com totalidade.
Essa é para pensar. :o)
A ideia base desse texto já foi abordada neste post e pertence à minha analista, também conhecida como Pessoa Inteligente (aqui no Reflexos) ou como A mulher que não usava bolsa (lá no blog da Silmara Franco).
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Para C.
Ontem, enquanto todos tocavam suas vidas, um coraçãozinho parou de bater e uma guerreirinha se tornou luz de estrela.
Brilha bem muito, C.
Brilha bem muito, C.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
I See The Light - Tangled (Enrolados)
Este é um post para a menina que há dentro de você, amiga leitora! Claro que não resisti e revi Enrolados, desta vez em 3D. A música que toca na minha cabeça todos os dias é esta, que acho linda de cantar, mas nem por isso aprendi a letra (ainda):
Este é um trechinho do filme:
Desconfio que, postando essa parte, em que eles unem as mãos e entoam juntos a canção, afastei qualquer possibilidade de o público masculino dar uma chance para Enrolados.
Que se há de fazer, né?
:o)
Este é um trechinho do filme:
Desconfio que, postando essa parte, em que eles unem as mãos e entoam juntos a canção, afastei qualquer possibilidade de o público masculino dar uma chance para Enrolados.
Que se há de fazer, né?
:o)
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Sobre fichas, pesos e metáforas

Resolvi fazer musculação. De certa forma, foi uma vitória sobre uma resistência antiga. Tinha uma péssima imagem de academia: a velha ideologia católica condenava um lugar tão voltado para a vaidade. Na verdade, eram falsas a imagem e a ideologia. Há pessoas que frequentam academia buscando saúde. E pode ser que algum outro catolicismo diferente do que me ensinaram não rejeite a vaidade. Além do mais, que mal há em querer ser sarado?
Pois bem. Na primeira semana de janeiro, lá estava euzinha na academia. No primeiro dia, o professor não elaborou logo a ficha de musculação. Passou os exercícios e avaliou minhas condições em fazê-los (e até desconfio que ele subestimou meus quatro anos de pilates, rs). No segundo dia, ele já estava com a ficha em mãos. Vi-a de relance, porque era dia de treino funcional e não necessitava dela. Quando foi guardá-la no fichário, o professor perguntou se devia colocar no A ou no R. Como só tinha visto o anverso da ficha, e lá constava apenas Raquel, respondi que a deixasse no R.
Aí o terceiro dia de malhação caiu no sábado, e agora uma professora estava lá. Procurei minha ficha e nada. Quando a avisei disso, ela consultou algumas fichas que se encontravam sobre a mesa, perguntou qual era meu nome e, com minha resposta, me entregou uma delas.
Continuei a malhar seguindo as séries de exercícios indicadas. Na quarta semana, calhei de olhar o verso da ficha, assim de bobeira. Estava escrito Raquel Mateus. Vixe, o professor escreveu meu nome errado, pensei. Na maior das boas intenções, pedi uma caneta emprestada à atendente, risquei o Mateus e escrevi Montenegro. Prontinho. Ficha riscada, mas devidamente identificada.
Então, no dia seguinte, imagine minha surpresa ao ver o Raquel Montenegro coberto por corretivo e um RAQUEL MATEUS escrito garrafal e reivindicatoriamente. Meu Deus! Eu estava malhando há um mês com a ficha alheia e ainda a tinha rasurado! Mostrei ao professor e então encontramos a correta, guardadinha no A de Ana. Na realidade, nem eram tão diferentes o meu treino e o da Raquel Mateus, mas como ela quer emagrecer, era melhor não compartilharmos mais a mesma ficha sob pena de eu acabar com a silhueta de um retirante da seca.
Contei o episódio para minha analista e ela pediu que eu extraísse uma metáfora disso. Fechei e abri os olhos, franzi a testa, olhei fixamente o tapete... arrisquei uma que já sabia que não era muita boa. Ela então veio com esta (que não reproduzo ipsis litteris):
Quando não sabemos quem somos, levantamos pesos que não são nossos.
Olha só que Verdade. Quantas formas de pensar ditam nossas condutas e sequer são o que realmente pensamos das coisas? Crescemos ouvindo opiniões e assimilando padrões que nos cerceiam sem que percebamos. Minha própria aversão a ambiente de academia era um exemplo disso. O interessante é que isso acontece desde um nível mais abrangente, que vou chamar cultural, até aquele mais subjetivo, decorrente da educação que recebemos. Quanto dessa Ana Raquel que sou hoje teria uma Ana Raquel que houvesse nascido no Afeganistão?
Pior ainda é quando, além de nossos comportamentos, os pesos dos outros determinam quem somos. É muito fácil nos deixarmos ser definidos pelos rótulos que terceiros nos atribuem. Para nos livrarmos dessa carga, só mesmo autoconhecimento. Acredito que há um núcleo que sou só eu, sem pensamentos, opiniões, julgamentos ou padrões adquiridos ao longo do tempo. Minha essência.
E essência não tem peso.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
O esporte e a mente

Até que o Dinho já havia me explicado uma vez. Entendi, mas não soube enxergar a real importância. Nesses últimos dias, acho que comecei a compreender melhor.
Falo da dimensão psicológica que compõe a prática esportiva. Por engano, reduzi esporte a treino e força física. Não me passava pela cabeça incluir a cabeça do atleta nessa equação. Para mim, a dificuldade e as provações se encontravam somente no nível físico.
A ficha começou a cair quando os treinos do Dinho para o Piocerá (dizem ser o maior rally do Nordeste) aumentaram em dificuldade. Vi-o chegar de um treino que durou nove horas e meia. Nove horas e meia sobre uma bicicleta, percorrendo trechos de areia e subidas sob o Sol fortíssimo da nossa terrinha.
Já pensaram na agonia (desculpem o cearês) que deve ser pedalar horas e horas debaixo de Sol quente seguindo trilhas desafiadoras? Quantas vezes não devem surgir pela mente do ciclista pensamentos tais como "não vou conseguir"? Quantas vezes esses pensamentos não podem convencer o esportista a desistir antes da hora?
Duvidam que pensamentos possam fazer isso? Para ilustrar o poder que damos a eles, sigo na direção contrária e conto das pulseirinhas Power Balance. Meu mundo caiu quando li esta postagem no Repare o Tempo. Embora não a tivesse experimentado, vi o Dinho quase virar homem elástico quando testou uma. Soube que era a febre dos triatletas. E depois lá veio o fabricante do produto dizer que aquilo era balela. Então, todas as manifestações de maior flexibilidade e equilíbrio provinham somente da crença dos usuários da Power Balance. Os atletas pensavam que podiam; logo, conseguiam.
Refletindo sobre isso, confesso que, de certa forma, esse aspecto positivo da mente me deixou meio confusa hoje, rs. É que, segundo o que aprendo em trabalhos como Renascimento e Kyol Che, a mente é uma coisa sem futuro que nos rouba de nossa verdadeira essência. É sempre egoica. Dentro dessa perspectiva, como conciliar essa concepção com o efeito placebo que a mente produziu no caso das pulserinhas?
Acolhendo a possibilidade de que posso ter entendido errado tudo o que me ensinaram, mesmo assim matutei, matutei e matutei. Cheguei à conclusão de que nada é melhor do que a coisa como ela realmente é. Tudo aquilo que é baseado em algo falso não se sustenta quando a inverdade é exposta. Por exemplo, será que agora os usuários da Power Balance conseguirão as mesmas proezas de outrora? Hoje, pedi a pulserinha do estagiário emprestada, ensaiei um retiré e não obtive resultado diferente do normal. Será que se houvesse tentado antes de ler o post, eu não teria ficado facilmente horas e horas em um pé só? Provavelmente sim. Isso não seria bom? Não, porque não é a verdade. No momento em que perdesse a fé naquilo, não funcionaria mais. No final das contas, crenças são precárias e pensamentos são instáveis. Quando nos identificamos com eles, somos tão precários e instáveis quanto.
Fechando o círculo e voltando para a dimensão psicológica dos atletas, será que alguém os lembra de estar sempre um passo à frente de suas mentes? Vencer os pensamentos durante uma prova desgastante deve ser tão difícil quanto enfrentar vento, areia e subida. Mas eles conseguem e nos deixam a lição de fazer o mesmo.
p.s.: Dinho estava programando atualizar o Ciclismo, Música & Other Stuff com posts sobre as provas do Piocerá e os lugares que estão percorrendo. Tomara que ela tenha condições de fazer isso. Quem quiser acompanhar, é só seguir o link.
p.p.s.: Este post acabou resumindo-se ao ciclismo porque é a realidade com que tenho contato através do Dinho. Na verdade, tiro o chapéu para todos aqueles que são atletas.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Mais sobre VillaMango de Icaraí de Amontada
Graças ao novo gadget "Postagens populares" que adicionei ao blog (aí do lado, antes do contador e do perfil) percebi que um post muito acessado é o da pousada VillaMango Beach Bungalows de Icaraí de Amontada. Recentemente, pesquisando hospedagem para o Carnaval, me dei conta de novo do quanto é legal encontrar testemunhos sobre os locais em que se pretende ficar. Para o feriadão de março deste ano, achei uma pousada com vagas e preços acessíveis, mas não via em lugar algum comentários de pessoas que já haviam se hospedado lá. Então, muitas e muitas página de Google depois, encontrei um fotolog de um casal de gringos que contava com narrativas sobre a pousada e fiquei mais tranquila para fechar a transação.
Daí porque hoje escrevo mais este post sobre a VillaMango (o outro continha apenas fotos, na verdade). Recebi da minha analista a indicação e adorei de coração o lugar. Entrei em contato com o Herkmans por email para saber da disponibilidade e dos preços, e ele sempre foi rápido em suas respostas. Fomos em junho de 2010, antes da construção dos Bangalôs Ocean II e Breeze. Não sei quanto custam os pacotes atualmente, mas, para que tenham um parâmetro, naquele tempo Herkmans me comunicou as seguintes tarifas:
No dia da viagem, seguimos o mapa que nos foi enviado por email, mas devo dizer que, na época, fiquei um pouco apreensiva. A estrada que pegamos depois que saímos da Estruturante (CE-085) estava em obras, então, além do trecho de piçarra sobre o qual a Villa Mango já havia nos advertido, encontramos ainda muita terra pelo meio do caminho. E meu celular não tinha sinal (era um Tim; outras operadoras podem funcionar). Quando comecei a me preocupar se encontraríamos a pousada, lá estava ela.
Gente, tudo lá é lindo mesmo. A gente chega do alto e vê todo aquele mar e aquela praia praticamente deserta (espero que continue assim). Os bangalôs são confortabilíssimos: colchão, travesseiros e lençóis são uma gostosura. Ficamos no Bangalô Wind sem ar condicionado, mas não precisamos nem de ventilador, dada a brisa que as janelas deixavam entrar. A comida servida no restaurante também não deixa nada a desejar. Aliás, no meu caso, foi o melhor café da manhã que tive em uma pousada.
Lá também nos avisaram de passeios, mas como havíamos levado as bikes, declinamos. Andar de bicicleta na praia é tranquilo: seu único inimigo é o vento forte, que pode se tornar seu maior amigo se você pedalar a favor dele ;o).
Enfim, para VillaMango, só teço elogios. Sou louca para voltar um dia.
Para terminar, mais fotos. Como podem ver, ihi, o quarto estava ligeiramente bagunçado...
Dá pra ver aquele livro do Eckhart Tolle sobre o criado mudo ? Demoro meses para terminar um livro.
Trouxemos as bikes e areia para dentro do bangalô, tsc, tsc.
Daí porque hoje escrevo mais este post sobre a VillaMango (o outro continha apenas fotos, na verdade). Recebi da minha analista a indicação e adorei de coração o lugar. Entrei em contato com o Herkmans por email para saber da disponibilidade e dos preços, e ele sempre foi rápido em suas respostas. Fomos em junho de 2010, antes da construção dos Bangalôs Ocean II e Breeze. Não sei quanto custam os pacotes atualmente, mas, para que tenham um parâmetro, naquele tempo Herkmans me comunicou as seguintes tarifas:
Tarifário a partir de 01/07/10:
VALORES PARA 2 PESSOAS (pacote fim de semana - de sex a dom)
Suites: R$ 400,00 ( c/ ar)
Bangalô std: R$ 500,00
Bangalô std: R$ 560,00 ( c/ ar)
Bangalô Ocean: R$ 600,00
Bangalô Ocean 2: R$ 700,00 ( c/ ar)
No dia da viagem, seguimos o mapa que nos foi enviado por email, mas devo dizer que, na época, fiquei um pouco apreensiva. A estrada que pegamos depois que saímos da Estruturante (CE-085) estava em obras, então, além do trecho de piçarra sobre o qual a Villa Mango já havia nos advertido, encontramos ainda muita terra pelo meio do caminho. E meu celular não tinha sinal (era um Tim; outras operadoras podem funcionar). Quando comecei a me preocupar se encontraríamos a pousada, lá estava ela.
Gente, tudo lá é lindo mesmo. A gente chega do alto e vê todo aquele mar e aquela praia praticamente deserta (espero que continue assim). Os bangalôs são confortabilíssimos: colchão, travesseiros e lençóis são uma gostosura. Ficamos no Bangalô Wind sem ar condicionado, mas não precisamos nem de ventilador, dada a brisa que as janelas deixavam entrar. A comida servida no restaurante também não deixa nada a desejar. Aliás, no meu caso, foi o melhor café da manhã que tive em uma pousada.
Lá também nos avisaram de passeios, mas como havíamos levado as bikes, declinamos. Andar de bicicleta na praia é tranquilo: seu único inimigo é o vento forte, que pode se tornar seu maior amigo se você pedalar a favor dele ;o).
Enfim, para VillaMango, só teço elogios. Sou louca para voltar um dia.
Para terminar, mais fotos. Como podem ver, ihi, o quarto estava ligeiramente bagunçado...
Dá pra ver aquele livro do Eckhart Tolle sobre o criado mudo ? Demoro meses para terminar um livro.domingo, 16 de janeiro de 2011
Enrolados

Já li em pelo menos duas resenhas sobre Enrolados, adaptação do conto de fadas Rapunzel, que a inserção do quase anti-herói Flynn Rider possibilita ao filme alcançar o público masculino.
Bem, discordo. Adorei Enrolados, mas, na minha opinião, ainda é filme de menina. Não há dúvida de que os meninos vão gostar das cenas de comédia (as do cavalo Maximus e do camaleão Pascal são ótimas), mas desconfio que ficarão levemente entediados com as sequências musicais. E há muitas flores e cores e fofura de sobra no longa. Resumindo, a animação é "assistível" para os garotos e empolgante para as garotas.
Questões de gosto à parte, um dado objetivo de respeito é a qualidade gráfica do filme. Quem assistir poderá conferir. O cabelo da Rapunzel é perfeito, assim como o são as expressões das personagens. É digna de nota também uma cena que envolve o rompimento de uma represa. A água parece de verdade.
Há igualmente uma cena belíssima, que envolve o sonho da Rapunzel. Dizem que é o segmento que faz valer a pena pagar uma sessão 3D. Como vi em 2D, não posso confirmar, mas digo que me emocionei com o lirismo da sequência.
O roteiro ainda me surpreendeu ao espelhar tão concretamente as motivações inconscientes que determinam tantas relações entre mães e filhas. A "mãe" Gothel enclausura e manipula Rapunzel em troca de longevidade, obtida através dos cabelos da protagonista. Como sei que deve ser difícil associar o que acabei de dizer à amorosidade que se espera de um relacionamento entre mãe e filha, exemplifico com a história de uma pessoa que conheci, que chamarei de Eloísa. Eloísa foi criada por uma mãe cujo comportamento poderia ser tachado de superprotetor, haja vista que fazia tudo pela filha. No entanto, tal conduta transmitia a mensagem implicíta e, muitas vezes, explícita de que Eloísa era incapaz de fazer qualquer coisa. Para que tenham uma ideia, Eloísa foi banhada pela mãe até os doze anos de idade. Não usava vestido porque sua mãe lhe dizia que tinha joelhos de homem. Por trás dessas ações, estava o desejo da mãe de ter a filha por perto até o fim da vida, sendo instrumento para obtenção dessa expectativa esse tolhimento sob o manto da superproteção. Esse é um desejo tão egoísta, embora não tão maléfico em sua consecução, quanto o da "mãe" Gothel. Eloísa não viveu enclausurada em uma torre real, mas em uma metafórica.
Só por esse aspecto, acho que Enrolados deveria ganhar mais estrelinhas do que muitos críticos andam atribuindo por aí.
Para terminar, vou repetir: adorei o filme. E quero um Pascal! Olha só ele com cara de mau:

E com cara de tédio/"eu mereço":
p.s.: Há quem detone a dublagem de Luciano Huck em Enrolados (vide a resenha de Pablo Villaça, que pegou pesado). Essas pessoas têm a mais pura razão. De quem foi a brilhante ideia de colocar um apresentador para dublar uma animação? Eu nem sabia que Luciano tem esse cartaz todo para ser "atrativo" comercial para o filme.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Dois anos de Reflexos!

Começou assim. Eram 7 horas da manhã quando perguntei à minha professora de pilates que dia era hoje de forma que pudesse preencher a ficha de presença. Ela respondeu 12. 12 de janeiro me pareceu uma data importante...
Depois fui enviar uma mensagem para o Dinho, e a tela do celular mostrava lá o "12 de janeiro". De novo, a sensação de que devia me lembrar de alguma coisa...
Então, durante a sessão de hoje, minha analista perguntou como estava meu blog. E aí a ficha caiu:
Hoje o Reflexos faz dois anos!
E começou assim, com um post para lembrar da minha responsabilidade de fazer novo o ano que começava em 2009. A ideia de montar um blog havia surgido em dezembro do ano anterior, quando testemunhei o nascimento do Marcos in SP. O nome Reflexos proveio de uma metáfora que minha analista utilizou quando li na sessão um texto meu (partes 1, 2 e 3), produzido ainda no colégio e ampliado por incentivo/desafio dela. Com a apresentação que fica sempre aí do lado (Blog? Hein?), determinei que aqui a palavra reflexos significaria os frutos de minha reflexões.
E até que houve algumas reflexões... Uma de minhas preferidas foi esta aqui, que se deveu a uma conversa sobre Batman - O Cavaleiro das Trevas. Houve também o post Descompasso, que me rendeu um elogio significativo de uma Pessoa Inteligente. Nessa categoria de textos, o meu post favorito, no entanto, é este aqui, resultado do ânimo com que contava quando retornei do Treinamento Avançado em Renascimento.
Em 2010, comecei a seção Aconteceu na vida real, que é a que mais me diverte. Continuam como preferidos o da proposta indecente, o da pergunta inusitada e o da história de amor.
Com o Reflexos, criei um espaço para compartilhar vivências, vídeos, músicas, filmes e livros. Isso me permitiu conhecer amigos e reencontrar outros. Ganhos e ganhos. :o)
Algo me diz que, no final, é um feliz aniversário tanto para mim quanto para o blog.
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