Aproveito o ensejo do post sobre o livro Quando o Irã censura uma história de amor e falo do anão corcunda, ou melhor, do cadáver do anão corcunda.
Conversando com a Pessoa Inteligente sobre os elementos fantásticos presentes na obra, relatei um dos que mais me intrigava. Era um tal de anão corcunda, em cujas órbitas redondas "parece não haver globos oculares" (p. 14), que morre no início da história. Vira e mexe, seu cadáver aparece em momentos inusitados, havendo até um episódio em que uma personagem esconde o corpo dentro do porta-malas do carro de outra personagem.
Reclamei que não sabia o que significava aquele cadáver de anão corcunda. A Pessoa Inteligente me respondeu com uma pergunta:
"O que é que há de bizarro na vida das personagens?"
E como ela não deixa barato, arrematou:
"O que é que há de bizarro na sua vida? Que anão corcunda você guarda no porta-malas do seu carro? O que é que já está morto e fedendo, e você ainda assim o carrega?"
Okay. Boa pergunta. O que há de bizarro na minha vida? O que é que existe somente na minha cabeça (existe bizarrice maior do que criar alguma coisa só para atazanar sua própria existência?)? Que roupa não cabe mais e continuo querendo vestir?
Para falar a verdade, acho que, naquela época, guardava o cadáver de um gigante empertigado, tamanha era a estatura da questão que me incomodava. Nem sei se me desfiz mesmo do corpo - pode ser que eu ande por aí arrastando-o. Mas, naquele momento, até que o problema ficou bem visível. Eu tinha tudo o que sempre quis. E não estava feliz por pura ficção criada pelos meus medos e inseguranças e desejos inconscientes f***** da p****.
O pior é que agora ando vendo outros anõezinhos... daqui a pouco, somam sete. E pena que não vão ser os sete da Branca de Neve, porque os meus são bem feinhos e inoportunos. Identifiquei um deles hoje. Já devia tê-lo enterrado há um tempão, mas acho que carrego esse cadáver de anão no bolso, dada a facilidade com a qual o ponho à mostra. Hoje ele fez um pequeno estrago no meu dia. Gostaria de cremá-lo com este post.
E quanto a você? Qual é o seu anão corcunda?
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Quando o Irã censura uma história de amor

Tive um professor de redação que desaconselhava o emprego do adjetivo "interessante". Dizia que nada é mais vago do que um "interessante". Para ilustrar, encenava um diálogo quase assim:
- Que tal o filme, professor?
- É... interessante.
E perguntava: afinal, "interessante" é bom ou ruim?
Não sei. Vai ver que é os dois. Vai ver que não precisa ser nem um nem outro. Só sei que o adjetivo se aplica muito bem para resumir minha opinião sobre o livro Quando o Irã censura uma história de amor, de Shahriar Mandanipour.
Esse foi o primeiro livro que li em 2010. Terminei em janeiro e fiquei sem rumo para escrever um post sobre ele. Acessei hoje o site do autor e vi excertos de várias resenhas deslumbradas com a obra. Do que concluo que o problema sou eu e minhas limitações, aparentemente. Ou talvez seja só aquela velha questão de gosto, que ninguém deveria mesmo perder tempo em discutir.
Minha questão com o livro é bem simples e infantil: tenho um pouco de dificuldade em aceitar os elementos fantásticos que estão presentes na obra. Simplesmente não combinamos, o fantástico e eu. E desconfio que a culpa é toda minha. Tenho uma leitura literal demais das coisas e acabo perdendo o significado do simbolismo que está ali.
Limitações literárias (cognitivas?) à parte, apreciei a forma inteligente como o livro foi escrito e a própria ideia que o gerou. Sem falar que é um mergulho inédito e bem humorado, na maioria das vezes, na cultura e dia-a-dia iranianos. O autor relata fatos curiosíssimos e absurdos, dos quais me lembro particularmente da proibição do uso de gravatas no vestuário masculino, uma vez que apontam para a área dos genitais.
Enfim, um livro interessante.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Minhas fanfics de Harry Potter
Fanart de Hito76Percebi, um dia desses, que nunca falei das histórias de Harry Potter que escrevi. Trata-se, é claro, de fanfics, que a wikipedia define assim:
Fanfic é a abreviação do termo em inglês fan fiction, ou seja, "ficção criada por fãs". Trata-se de contos ou romances escritos por terceiros, não fazendo parte do enredo oficial do livro, filme ou história em quadrinhos a que faz referência.Redigi cinco fanfics, que foram postadas no site Wizard Tales sob o pseudônimo Maria Taglioni. A primeira delas se chamava Anything-you-want-it-to-taste flavored lipstick. Surgiu da minha insatisfação com a J.K. Rowling (olha minha audácia!) quando ela introduziu o romance entre Harry e Ginny na saga. Na época, tinha ficado incomodada como, praticamente do nada, no intervalo entre o quinto e o sexto livros, Harry se descobria apaixonado pela Ginny. Daí resolvi correr atrás da minha catarse (essa é a beleza das fanfics) e escrevi esse conto, no qual Harry se dá conta, pela primeira vez, que Ginny já não é mais uma criança.
A segunda fanfic foi Break-ups. Com ela, tirei proveito da liberdade de expressão e criei um cenário alternativo para o começo da relação entre Harry e Ginny. A motivação para essa história foi apenas dar vazão ao meu romantismo, que teimo em não aceitar que existe e que beira o piegas.
A terceira história foi When two heartbeats match, outro resultado da minha birra com a J.K. Rowling. Com esse conto, quis preencher um vazio e explicar como é que a Ginny tomou coragem para sair correndo ao encontro do Harry e tascar aquele beijo do sexto livro.
Reborn foi a quarta fanfic e a única que não é sobre a relação de Harry e Ginny. Como errar é uma coisa muito doída para mim, pensei em quão difícil deveria ter sido para a pequena Ginny do segundo livro lidar com as consequências dos seus atos. Reborn é a minha ideia de como Ginny conseguiu se redimir perante si mesma.
Por fim, a última fanfic é By Making Things Right. Nela mostro que Ginny era importante para o Harry na medida em que contribuía para o bem-estar emocional dele. Como estar bem é o pressuposto para fazer qualquer coisa importante na vida, inclusive derrotar Lord Voldemort, Harry descobre que é melhor correr o risco de estar com a Ginny, porque, bem, ela é o interruptor do quarto escuro dele (olha o romantismo aí...).
p.s. pós-postagem: Tenho constatado problemas recorrentes com os links do Wizard Tales, então deixo aqui o HarryPotterFanfiction, site em que também postei as fanfics.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Um único post para abril de 2010
Abril acaba amanhã, e o Reflexos tem apenas este post para o presente mês que se vai. Ô abril atribulado... Provas de francês (para as quais ler o Le Petit Prince era requisito), prova de teoria musical (amanhã), provas na vida real (nas quais ando falhando), altos e baixos (havia esquecido que existiam), vacina contra a H1N1 (uma noite de moleza como consequência), aniversário pacífico (no dia 24), imposto de renda (sempre protelo) e um apartamento para consertar e habitar (mais difícil do que imaginava - dado que ainda não estou lá).
Neste mês, assisti a dois filmes no cinema: Simplesmente Complicado e Alice no País das Maravilhas. O primeiro me pareceu uma tentativa de afagar o ego de ex-esposas com mais de quarenta anos, mas pode ser que eu não estivesse no clima para comédia... Meryl Streep é sempre um presente para os olhos, mas Alec Baldwin estava igual ao seu personagem em 30 Rock - tanto que eu nem o levava a sério quando ele falava sério.
Já Alice... Bom, esse aí eu tenho de ver antes de escrever qualquer coisa. É que dormi durante quase toda a projeção. Não é que o filme fosse chato; é que era a sessão de 22h de uma sexta feira e, como disse, este mês foi atribulado.
Que maio seja mais tranquilo.
E que eu esteja mais centrada, inspirada e proativa.
Neste mês, assisti a dois filmes no cinema: Simplesmente Complicado e Alice no País das Maravilhas. O primeiro me pareceu uma tentativa de afagar o ego de ex-esposas com mais de quarenta anos, mas pode ser que eu não estivesse no clima para comédia... Meryl Streep é sempre um presente para os olhos, mas Alec Baldwin estava igual ao seu personagem em 30 Rock - tanto que eu nem o levava a sério quando ele falava sério.
Já Alice... Bom, esse aí eu tenho de ver antes de escrever qualquer coisa. É que dormi durante quase toda a projeção. Não é que o filme fosse chato; é que era a sessão de 22h de uma sexta feira e, como disse, este mês foi atribulado.
Que maio seja mais tranquilo.
E que eu esteja mais centrada, inspirada e proativa.
quarta-feira, 31 de março de 2010
Como treinar o seu dragão

Começo transcrevendo um trecho da resenha de Isabela Boscov (Veja):
"... o menino Soluço, magrinho e meio medroso, é um fracasso como viking e uma decepção para seu pai, o chefe do clã. Nunca vai ser um caçador de dragões. E matar dragões é o que de mais essencial se pode fazer na ilha de Berk, assolada por ferocíssimos cuspidores de fogo. Uma coincidência, um momento de compaixão e a curiosidade típica da idade o colocam em um caminho diferente. Soluço vai se transformar, em segredo, em um domador de dragões."
Fiz questão de iniciar com a sinopse de Isabela porque, em um momento de tensão entre Soluço e seu pai (Estoico), lembrei de um vídeo em que Osho dizia - e ressalvo que estas não são suas exatas palavras - que os filhos sempre decepcionarão os pais, porque não cumprirão as metas que seus progenitores lhes traçaram. Diz Osho que nem Jesus Cristo conseguiu evitar isso. Provavelmente José esperava que seu filho se tornasse carpinteiro como ele, mas lá estava Cristo a doutrinar sobre o Reino de Deus.
No caso de Como treinar o seu dragão, acho que o conflito ultrapassa a relação pai e filho. Não era só Estoico que esperava ver Soluço se tornar um caçador de dragões; toda a comunidade nutria a mesma expectativa. O senso comum dos habitantes de Berk dizia que esse era o destino dos jovens da ilha.
A beleza do longa está em mostrar que nem sempre o que a maioria prega é o melhor para você. O melhor para você é aquilo que se quer quando se está livre de condicionamentos ditados pela vaidade, pela necessidade de aceitação pelo grupo, pela insegurança. O melhor para você é aquilo que lhe é verdadeiro, e é claro que raramente alguma "sabedoria convencional" contém o que lhe é autêntico em uma instância tão íntima. Então por que mesmo fazer o que todos fazem?
Ainda bem que Soluço decide ser fiel a si. Aí a aventura começa.
E que aventura.
Gostei muito dos gráficos e da história do filme (baseado, eu não sabia, na obra homônima de Cressida Cowell). A DreamWorks deu uma de Pixar. Por mais que Shrek, Kung Fu Panda e Madagascar me agradem, sempre achei as animações da DreamWorks um pouquinho banais. Como treinar... virou exceção. Adorei o filme.
E o Banguela.
terça-feira, 30 de março de 2010
Ainda não tenho caçapete
Criança é muito fofa mesmo, né?Um dia desses estava lembrando das pérolas do meu irmão Rafael do tempo em que era criança. Aquela de que me recordo com frequência é a do sabonete. Um dia, papai chegou com as compras do supermercado e começou a retirá-las das sacolas, colocando os itens em cima da mesa. Aí o Rafa se aproximou, pegou um sabonete Protex Balance, leu a embalagem e, intrigado, perguntou:
- Ué, balance? Por quê?
Enquanto sacudia o sabonete de um lado para outro, e eu me acabava de rir da cena.
Agora me vêm à mente outras pérolas que ouvi por aí. Adoro as astutas e inusitadas observações que criança faz, considerações que somente são possíveis porque criança olha o mundo com olhos novos, olhos de quem acabou de chegar aqui.
É o caso da minha amigona P. Ela conta que, quando mais nova, pediu à mãe que lhe comprasse um novo bumbum. É que o dela estava quebrado, já que havia uma enorme rachadura no meio.
Criança tem dessas grandes sacadas, tiradas que são geniais justamente porque tão inocentes. A amiga K. tinha no celular um papel de parede em que uma figura divina aparecia envolta por raios de luz. Certa vez, especulava com suas duas sobrinhas, B. (oito anos) e M. (quatro anos), do que se tratava aquela imagem. A K. perguntou:
- Vocês acham que é Deus?
A B. arriscou:
- Pode ser Jesus Cristo. Ou o Espírito Santo.
E então a M. lançou sua hipótese:
- Ah, vai ver é o Amém.
Hoje em dia coleciono as perguntas, palavras e atos da L., filha da amiga Bb., que é a criança mais próxima do meu convívio atualmente. A L. tem três anos, e adoro vê-la crescer. Mal falava há algum tempo, e agora já se afirma, questiona, conclui e tenta entender o que lhe dizem.
Ontem mesmo a Bb. contou que, na hora de rezar antes de dormir, quis ensinar à L. o que é Deus:
- L., Deus é uma energia boa. É uma sensação gostosa dentro do coração.
A L., que escutava atenta, perguntou prontamente:
- Eu comi ele?
Outro dia, Márden, L. e eu conversávamos sobre bicicletas, coisa que ela adora. Ganhou uma do avô no ano passado e já anda direitinho nela, de capacete e tudo. Márden perguntou "Sabia, L., que a tia Quel ainda não tem capacete? O que você diz disso?" E ela falou algo que não consegui entender, mas só ouvi o Márden rindo e repetindo "caçapete". A Bb. diz que acha tão lindo que nem corrige e ainda fala caçapete também.
Criança é muito fofa mesmo, né?
domingo, 28 de março de 2010
O que têm os armários?

Hoje revisitei o apartamento onde morei de 1991 a 1998. Na realidade, já é quarta vez em três semanas que passo lá. Está desocupado, meio decaído, muito empoeirado.
Entrei no quarto que costumava ser meu e do meu irmão. Como minha analista advertiu que brevemente trabalharemos minhas lembranças do tempo em que residi lá, tentei observar o que recordava ou sentia ao estar ali. Não veio muita coisa. Lembrei de novo a irritação que sentia em tentar estudar enquanto os filhos da vizinha escutavam forró nas alturas. Lembrei o lugar onde ficavam minha penteadeira e as duas camas, separadas por um criado mudo.
Daí abri o armário.
Realmente parei para observá-lo.
E senti alguma coisa. E foi alguma coisa ruim, que ainda não sei o que é.
Mais tarde, pensando sobre o que tinha acontecido, me dei conta de que armários estão presentes em nossa cultura como depositários, na minha opinião, meio sombrios. A primeira expressão de que me lembrei foi a skeleton in the closet/cupboard, tão literalmente traduzida por aí como um esqueleto no armário, e que significa ter segredos, sobretudo se embaraçosos. Depois me ocorreu que temos, em português, o tal sair do armário, que se aplica aos homossexuais que assumiram abertamente sua orientação sexual. Pelo menos nesses dois casos, o armário deve ser um lugar bem desagradável. No primeiro, guarda algo de que se tem vergonha. No segundo, é um espaço de repressão e medo de aceitar-se.
O que têm os armários, que comportam grandes segredos e lembranças encobertas? Por que os escolhemos para essa tarefa? Porque são grandes o suficiente? Porque os baús entraram em desuso?
Fico aqui me perguntando...
Agora me ocorre que, quando recebo visitas, a bagunça permanente que é meu quarto se disfarça graças ao armário, que, de uma vez só, recebe tudo que estava jogado na cama e na cadeira há um tempinho. Nesse momento, o armário guarda um segredo meu: sou desorganizada.
Só não consigo até agora desvendar o que aquele armário do apartamento guarda. Lembranças encobertas ainda.
Afinal, o que têm os armários?
O que têm os armários, que comportam grandes segredos e lembranças encobertas? Por que os escolhemos para essa tarefa? Porque são grandes o suficiente? Porque os baús entraram em desuso?
Fico aqui me perguntando...
Agora me ocorre que, quando recebo visitas, a bagunça permanente que é meu quarto se disfarça graças ao armário, que, de uma vez só, recebe tudo que estava jogado na cama e na cadeira há um tempinho. Nesse momento, o armário guarda um segredo meu: sou desorganizada.
Só não consigo até agora desvendar o que aquele armário do apartamento guarda. Lembranças encobertas ainda.
Afinal, o que têm os armários?
terça-feira, 9 de março de 2010
Agora a bailarina tem
Este foi mais ou menos o diálogo que tive com o Márden, meu amorzinho, quando falava de uma letra do Chico Buarque:
(Para saber como a bailarina é, ver a letra aqui.)
Gosto de pensar que não sou mais essa bailarina. Utilizando umas metáforas presentes nas minhas sessões de análise, vou dizer que comecei a deixar de ser essa bailarina quando saí da redoma e abri mão do elusivo (porque inexistente) manual "Leia-me que te ensinarei a viver sem dor".
É claro que ainda tenho muito em que progredir. Ainda dá nó na garganta quando caio da bicicleta (occupational hazzard de quem quer acompanhar o namorado ciclista), e a vontade de chorar surge não por causa da dor, mas porque - droga, como é que eu caio! Ainda fico pê da vida quando o meu chefe sugere uma estratégia melhor do que a minha porque - droga, como é que eu não pensei nisso antes? E ainda tenho vergonha de não saber fazer um procedimento no banco ou de desconhecer os passos de uma compra de apartamento porque - droga, como é que eu não sei disso?!
Pois é. Mas permanece o fato de que mudanças estão ocorrendo, e eu, eu que era tão avessa a elas, agora as acolho. Agora a bailarina tem.
E aproveito o ensejo para mostrar a Ciranda da Bailarina na voz do Chico Buarque:
Minha versão favorita é a da Adriana Partimpim (Adriana Calcanhoto para crianças), que não consegui incorporar no post, mas vocês podem conferir em http://www.youtube.com/watch?v=zlY9q2Ctz746.
Deixo ainda registrado que, na minha opinião, a Sandy assassinou a música quando cantou assim:
http://www.youtube.com/watch?v=Ey_tBkYp9ik. "CreolinaAAAA"! Credo.
Eu disse:
- Ah, lembrei de outra parte da música:
"Confessando bem todo mundo faz pecado
depois (sic) que a missa termina
Todo mundo tem um primeiro namorado
Só a bailarina que não tem"
Ele se compadeceu:
- Coitada da bailarina.
Então expliquei por que a bailarina não tem:
- Também pudera. Ela é toda perfeitinha. Não vive, não arrisca.
(Para saber como a bailarina é, ver a letra aqui.)
Gosto de pensar que não sou mais essa bailarina. Utilizando umas metáforas presentes nas minhas sessões de análise, vou dizer que comecei a deixar de ser essa bailarina quando saí da redoma e abri mão do elusivo (porque inexistente) manual "Leia-me que te ensinarei a viver sem dor".
É claro que ainda tenho muito em que progredir. Ainda dá nó na garganta quando caio da bicicleta (occupational hazzard de quem quer acompanhar o namorado ciclista), e a vontade de chorar surge não por causa da dor, mas porque - droga, como é que eu caio! Ainda fico pê da vida quando o meu chefe sugere uma estratégia melhor do que a minha porque - droga, como é que eu não pensei nisso antes? E ainda tenho vergonha de não saber fazer um procedimento no banco ou de desconhecer os passos de uma compra de apartamento porque - droga, como é que eu não sei disso?!
Pois é. Mas permanece o fato de que mudanças estão ocorrendo, e eu, eu que era tão avessa a elas, agora as acolho. Agora a bailarina tem.
E aproveito o ensejo para mostrar a Ciranda da Bailarina na voz do Chico Buarque:
Minha versão favorita é a da Adriana Partimpim (Adriana Calcanhoto para crianças), que não consegui incorporar no post, mas vocês podem conferir em http://www.youtube.com/watch?v=zlY9q2Ctz746.
Deixo ainda registrado que, na minha opinião, a Sandy assassinou a música quando cantou assim:
http://www.youtube.com/watch?v=Ey_tBkYp9ik. "CreolinaAAAA"! Credo.
quarta-feira, 3 de março de 2010
Workshop de Renascimento na água neste fim de semana em Fortaleza
Último aviso:
O Clube de Renascimento de Fortaleza está promovendo um workshop de Renascimento na água no Osheanic neste final de semana (dias 5, 6 e 7 de março). Até ontem, só restavam quatro vagas.
Contatos: Gustavo (9921-9797), Mairta (9619-3050) e Ricardo (8821-2870).
O Clube de Renascimento de Fortaleza está promovendo um workshop de Renascimento na água no Osheanic neste final de semana (dias 5, 6 e 7 de março). Até ontem, só restavam quatro vagas.
Contatos: Gustavo (9921-9797), Mairta (9619-3050) e Ricardo (8821-2870).
Workshop em Renascimento
Falei do Treinamento Básico em Renascimento aí embaixo, mas esqueci de divulgar a oficina que vai ocorrer aqui em Fortaleza:
Há sempre uma palestra da Ramyata, a terapeuta responsável, na noite anterior ao início do workshop. Quem tiver dúvidas, pode aparecer lá no Comfort Hotel sem compromisso algum. No dia 23, uma sexta feira, as atividades são somente à noite. Nos dias 24 e 25, sábado e domingo, o trabalho começa pela manhã e termina à tardinha, com intervalo folgado para a hora do almoço.
Oficina e Treinamento são eventos independentes, então você pode escolher fazer os dois (foi o que fiz), um ou outro, os dois e inscrever-se no workshop de novo (foi o que o amigo H. fez e faz).
E podem confiar que vale muito a pena.
Workshop em Renascimento
Dias 23, 24 e 25 de abril
Comfort Hotel
Contatos: Gustavo (9921-9797), Mairta (9619-3050) e Ricardo (8821-2870)
Dias 23, 24 e 25 de abril
Comfort Hotel
Contatos: Gustavo (9921-9797), Mairta (9619-3050) e Ricardo (8821-2870)
Há sempre uma palestra da Ramyata, a terapeuta responsável, na noite anterior ao início do workshop. Quem tiver dúvidas, pode aparecer lá no Comfort Hotel sem compromisso algum. No dia 23, uma sexta feira, as atividades são somente à noite. Nos dias 24 e 25, sábado e domingo, o trabalho começa pela manhã e termina à tardinha, com intervalo folgado para a hora do almoço.
Oficina e Treinamento são eventos independentes, então você pode escolher fazer os dois (foi o que fiz), um ou outro, os dois e inscrever-se no workshop de novo (foi o que o amigo H. fez e faz).
E podem confiar que vale muito a pena.
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