segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Olhando para cima

Descobri isso no blog do Hiro, neste post aqui. O site da Nasa disponibiliza imagens do universo todos os dias, postadas com comentários de astrônomos.

Descobri que as minhas favoritas são as fotografias daquilo que se pode ver daqui a olho nu.

Esta é de 12 de setembro:



Esta é de 7 de setembro:



O resto vocês podem conferir aqui.

domingo, 6 de setembro de 2009

Up - Altas aventuras


Que analisamos as coisas de acordo com nossa história de vida e crenças, isso todo o mundo já sabe. Depois de ler algumas resenhas sobre Up - Altas Aventuras, percebi que, com exceção de um trecho, todos os momentos do filme que tiveram significado especial para mim não foram citados pelos críticos. Na verdade, não há como ser diferente. Para isso serve meu Reflexos aqui.

Up conta a história de um velhinho chamado Carl Fredericksen. Um dia, Carl decide que, em homenagem ao sonho que nutria com sua falecida esposa Ellie, chegará às Cachoeiras do Paraíso, na América do Sul. A novidade é o modo como o septuagenário realiza a viagem: sua casa é içada aos céus por milhares de balões. Mal sabe Carl que tem um passageiro acidentalmente a bordo, o falante (mas a coisa mais fofa) Russel. Depois de alguns incidentes, chegam ao destino da viagem. E aí começa a aventura.

Não pressuponham a partir daí que Up se concretiza como um mero filme de criança. Como é tradição da Pixar, seus filmes alcançam adultos e possibilitam reflexões. Neste longa em particular, minha lição foi o desapego. Carl aprendeu a conviver com a ausência de sua esposa apegando-se a tudo que foi deles. Com isso, estacionou no tempo. A partir do momento em que decide voltar a viver, Carl começa a fazer escolhas, e a principal delas é simplesmente deixar ir. Há uma cena em que, para fazer a casa flutuar novamente, Carl se desfaz de sua mobília. Achei isso a metáfora do desapego: para voar, é preciso abrir mão.

Vinculada à ideia do desapego, está a lição de viver. Outro momento tocante do filme é o recado de Ellie para Carl. Podem não ter conhecido as Cachoeiras juntos, mas viveram muitas outras coisas na companhia um do outro. Foi um tipo diferente de aventura, mas que igualmente teve seu valor.

Falando em valor, para vocês terem ideia do prestígio de Up, a animação foi escolhida para abrir o Festival de Cannes 2009. Imaginam isso? Uma animação americana em um festival sério que se passa na França? Posso dizer uma coisa? Não é à toa. O visual é lindo, o conteúdo é emocionante e engraçado e o trabalho é meticuloso. A Pixar se procupou até com a barba de Carl! Ao longo do filme, ela começa a aparecer, já que o velhinho está ocupado demais para fazê-la.

Por fim, falo de dados interessantes que li nesta resenha de Richard Corliss, e que ressaltam o cuidado da Pixar em compor seus trabalhos. Um deles é o fato de que o desenho das personagens foi elaborado para refletir a personalidade delas. Carl velhinho tem o rosto mais quadrado porque é assim que é, quadrado. Russell, por outro lado, é como um balão, provavelmente por ser tão incontrolável quanto. E mais, ao escolherem o ator Ed Asner para dublar Carl, os roteiristas alteraram as falas do protagonista para adequá-las ao padrão de fala do ator, escolhendo palavras que tivessem mais consoantes e encurtando as frases.


Se posso recomendar um filme, recomendo Up. Já entrou na minha categoria de filmes ternos. E o momento que é unânime entre os críticos quando se fala de lirismo, doçura e dor é a passagem que conta a história de Carl e Ellie juntos. Verdadeiramente emocionante. Podem conferir.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

As Fast Girls do Hiro

Quem come McDonald's conhece sua famosa toalhinha de bandeja, aquela com os desenhos e os temas legais. Pois é, o cara que faz esse trabalho tem um blog (que está na minha lista de blogs aí à direita), e chama-se Hiro.

Hiro tem um projeto de desenhar rapidinho mulheres (quase) todos os dias para postar no blog. Daí vem o nome Fast Girls. Faz parte de um exercício de espontaneidade, por mais paradoxal que isso soe. Há vários desenhos em Widoníd Another Hiro, mas as minhas Fast Girls favoritas até agora são estas:

Sem comentários. Afinal, é Amélie.


No Street Fighter, só jogava com a Chun Li.


Só porque a Audrey Hepburn ficou fofa. Ah, e porque ela é um ícone também.

Adoro essa Betty, por mais que não seja a original. É que a America Ferrera tem um carisma que cativa.


E não podia faltar a Scully.

Pratos limpos

Hoje me lembrei de uma coisa. Não é um fato novo, mas tinha me deixado levar pelo turbilhão de coisas que estão acontecendo e havia esquecido uma premissa básica: o valor de pôr tudo em pratos limpos.

Queria até dizer que busquei a pessoa com quem deveria conversar para resolver uma situação que me incomoda, mas aí estaria mentindo. O que fazia era esperar que algum evento ocorresse e tornasse inevitável a conversa. No fim das contas, acabei forçando o evento, porém permaneci inerte. Funcionou porque a pessoa me procurou, no entanto isso ainda ilustra minha postura passiva e covarde.

A boa notícia para mim é que, na hora H, a covardia se foi. Acho que disse o que devia ser dito, e o tempo vai me dizer se fiz realmente o que a vida me pedia naquele momento. Mas o principal motivo para escrever hoje é compartilhar esse vislumbre que tive depois que tudo acabou. Vi de relance, dentro daquela bolinha transparente que é a verdade, o equilíbrio acenar para mim, porque enfim ainda não o encaro diretamente. É que a cabeça anda meio pênsil de tantas noias e inúmeros fantasmas.

E, por mais incrível que pareça, pratos fazem parte de uma metáfora presente na minha vida, tal qual a dos reflexos. Lavar pratos era um subterfúgio para não correr atrás do que quero. Percebi que, se deixo tudo em pratos limpos, eles não podem servir de desculpa para sabotagem de mim mesma.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Inimigos Públicos ou Quando questão de gosto é questão de gosto


Inimigos Públicos virou queridinho da crítica. Sinceramente, para mim não funcionou. Sei reconhecer que é um bom filme, mas dificilmente o verei de novo, e aí admito que é por uma questão de gosto.

Inimigos Públicos é filme de gângster. Só por isso me pareceu um pouco anacrônico. Não quero dizer com isso que acho "velho" qualquer longa que se passe no passado. Adorei O Patriota e geralmente gosto dos épicos. A questão é que filme de gângster me parece quase um gênero, tal qual filme de pirata, de que Piratas no Caribe é exemplo único hoje em dia. E se filme de gângster for mesmo um gênero, não entendo o apelo de metralhadoras disparando e corpos sendo perfurados à semelhança de um queijo suíço.

O curioso foi que nem a maneira ultramoderna de filmar o longa acabou com essa minha sensação de estar assistindo a algo fora do seu tempo. Na realidade, a direção do filme me causou estranheza. Achei destoante aqueles cortes e movimentos de câmera rápidos para contar uma história que se arrasta. Para mim, restou a impressão de algo inadequado, como se visse alguém vestindo roupas que definitivamente não lhe cabem.

Porém, deixando de lado o que não gostei e falando do que efetivamente gostei, resta mencionar o elenco. Não dá para reclamar de Johnny Depp, Marion Cotillard, Billy Crudup e Christian Bale. Adorei todos eles.

Para terminar, friso que Inimigos Públicos é um bom filme. Mas é que, quando a questão é de gosto, não se tem como evitar. A despeito de todas as qualidades do longa, não consegui gostar dele.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Uma violinada no status quo

Nesta terça, comentei com um amigo que alterar o status quo me causa um sentimento de admiração. Mudei um estado de coisas. Ontem não era aprendiz de violino.

Hoje sou!


Aproveitando a empolgação, vou compartilhar aqui as coisas que achei interessantes. Os que entendem do instrumento (o amigo Procurador está incluído aí) podem me corrigir (se bem que o amigo Procurador não se dá ao trabalho de passar por aqui, né?):

- O som do violino é "produzido" não só pelas cordas, mas também pelos tampos superior e inferior do instrumento (a parte da frente e a de trás). É por isso que a qualidade da madeira influi na qualidade do som.

- Dentro do instrumento, há uma pequena estrutura que conecta e transmite o som de um tampo para o outro. Essa peça é chamada alma do violino.

- No arco do violino (aquela "varinha" que o músico usa para tocar o instrumento), a parte que entra em contato com as cordas é feita de crina de cavalo.

- Um bom (leia-se muuuuuito bom) violino produzido à mão custa, no mínimo, R$ 5.000,00!

E há as coisas que não são interessantes, mas que vou compartilhar porque o blog é meu:

- Doeu minha clavícula. A dica é usar um paninho ou comprar um tipo de suporte para dar melhor apoio.

- Minha mão é pequena demais! Não consigo separar suficientemente os dedos para prender as cordas.

- Meu braço esquerdo doeu também. Aí só a prática resolve.

- A mão direita também doeu. Mesma solução acima.

- Descobri que meu dedo mínimo da mão direita é surpreendentemente fraco: preciso dele para equilibrar o arco e ele nem tchum.

Por enquanto é só.

domingo, 26 de julho de 2009

Você está aqui para ser feliz

Mais um vídeo. Esse aí o Aluízio me passou por e-mail.



Quem diria que posso tirar lição de vida de um comercial da Coca Cola?

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Porque é lindo

Vi o vídeo abaixo no inigualável blog do fabrício. Porque é lindo, resolvi postar a primeira parte aqui. Essa arte faz crer na humanidade: se há um poder criativo como esse em uma mulher, deve haver soluções para muitos problemas dentro de várias pessoas mundo afora.

Deixando de blá-blá-blá, olhem só que legal:



A segunda parte vocês podem conferir em Tempo é areia.

domingo, 19 de julho de 2009

Harry Potter e o Enigma do Príncipe!


Okay, o filme é Harry Potter, então minha tietagem pode impedir uma análise mais profunda (como se eu fosse a crítica de cinema). Aliás, pela dificuldade que estou tendo em escrever este post (já comecei e apaguei várias vezes), vejo que só posso redigi-lo se for na condição de fã.

Já havia mencionado que Harry Potter e o Enigma do Príncipe é meu livro favorito. Depois de testemunhar o aborrescente que Harry foi em Harry Potter e a Ordem da Fênix (livro anterior), era um alívio vê-lo mais relaxado, mais engraçado, mais maduro. Apesar das diversas incursões ao passado de Tom Riddle (o futuro vilão Voldemort), Enigma do Príncipe é um livro bem mais leve, um retorno ao elemento lúdico do universo criado por J. K. Rowling.

No entanto, a principal razão para adorar o sexto livro é o romance entre Harry e Ginny, aquela irmãzinha do Rony que tinha a maior queda pelo Harry desde pequena, mas que nunca tinha sido correspondida. Foi uma surpresa agradável descobrir juntamente com Harry que ele sentia ciúmes da Ginny, e era um barato vê-lo lutando contra instintos, pensamentos e desejos até poder assumir seus sentimentos em relação a ela.

Esses dois motivos que me fazem gostar tanto do Enigma do Príncipe estão presentes no filme, mas não ganharam o relevo que possuem na obra escrita. O longa, talvez para preparar o terreno para o que está por vir, escolheu focar o lado mais sombrio do enredo. Como é impossível retratar tudo o que há no livro, enfatizaram a relação entre Harry e Dumbledore e sua busca pelas memórias de um professor que podem revelar o segredo de Voldemort. É certo que há vários momentos divertidos, e há romance (uhu!), mas persiste o fato de que Enigma do Príncipe tenta ser um filme mais sério.


Mesmo assim, adorei Harry Potter e o Enigma do Príncipe. Ele não desbancou o meu favorito até agora (em relação aos filmes, prefiro o quarto da série, Harry Potter e o Cálice de Fogo), mas puxa! como faz jus ao conjunto da obra. O visual continua lindo, os efeitos são impressionantes, e o longa ainda conseguiu me assustar e me comover mesmo quando já sabia o que esperar.


Foi interessante notar as liberdades que Steven Kloves tomou ao adaptar o livro. Kloves havia escrito os roteiros de todos os filmes exceto o do anterior (Harry Potter e a Ordem da Fênix). Neste sexto longa, acrescentou, cortou e modificou muitas coisas, o que me faz refletir sobre a influência da pressão do mercado nas escolhas de um roteirista. Não deve ser à toa que, só agora que a série já está mais do que estabelecida comercialmente, Steven Kloves começa a se desprender dos livros e a ousar. Por mais que isso possa irritar muitos fãs, acho que há espaço para inovar nos filmes desde que não se descaracterize a essência da saga. Até o presente momento, penso que todas as adaptações foram bem sucedidas.

E olha só que legal. Tinha adorado as cores do filme. Há uma cena nA Toca, cujo colorido é lindo (apesar da cena em si ser bem tensa). Eis que, lendo a resenha do Pablo Villaça, descubro que o diretor de fotografia é o mesmo dO Fabuloso Destino de Amélie Poulain! Talento é talento.

Por último, só falta registrar uma impressão personalíssima. Achei estranho ver um estilo de direção se repetir em Harry Potter. Com exceção de Chris Columbus, que não tem estilo algum, nenhum outro diretor havia dirigido mais de um filme da série. David Yates comandou Ordem da Fênix, repetiu a dose agora em Enigma do Príncipe e retornará em Relíquias da Morte, que será dividido em duas partes. Ao contrário de Columbus, tem uma forma bem marcada de conduzir a câmera, então foi inevitável sentir algo parecido com déjà vu em certos momentos.

Termino com um trechinho da resenha do Pablo Villaça, que deu cinco estrelas para o filme (êêê!) e me deixou orgulhosa. Afinal, não é qualquer filme que arranca elogios dele:

Revelando-se um pequeno milagre no esquema de produção industrial de Hollywood em função de sua consistência ao longo de seis filmes, a franquia protagonizada pelo (já não tão) pequeno bruxo finalmente alcança, em O Enigma do Príncipe, um exemplar próximo da perfeição - e torçamos para que os dois últimos longas mantenham o padrão de excelência aqui atingido. Afinal, já são quase dez anos investidos no universo fantasioso e encantador de J.K. Rowling.


sábado, 11 de julho de 2009

Querer quebrar

As coisas vinham caminhando nesse sentido, mas somente na semana passada percebi algo.

Todos nós temos padrões de comportamento, ditados por motivações internas que muitas vezes desconhecemos. Há alguns meses, caí na minha própria armadilha: dei uma resposta automática, repetindo um padrão de esquivar-me de situações de "risco" potencial, e acabei perdendo uma oportunidade de tentar algo novo. Era um mecanismo tão visceralmente embutido em mim, que só me dei conta do que fizera minutos depois. E depois teimei em dizer que não havia conserto, mas a verdade é que queria que não houvesse conserto.

A ficha que caiu na semana passada tem a ver com isso. Meu problema já não é tanto reconhecer o padrão; a questão é querer quebrá-lo. Descobri um em particular, que emperra minha vida, mas que simplesmente não quero quebrá-lo, sei lá por quê. Continuar com essa conduta implica abrir mão de outras coisas que desejo, mas permaneço presa a ela como a criança agarrada à saia da mãe.

Porque, se a criança está agarrada à saia da mãe, não há como ter as mãos livres para pegar qualquer outra coisa. Não há como sair da zona de conforto.

Não há como viver.

E então as pessoas poderiam me perguntar "Você não quer viver?" É claro que quero. Só que infelizmente ainda quero viver no mundinho perfeito em que não há dor e frustração. Um dos meus desafios de agora é encarar a vida real de todos os dias e fazer que ela também seja minha.

Para tanto, tenho de quebrar o tal padrão. Entendo que, se quero mantê-lo, é porque "ganho" algo com ele. Só que esse "ganho" vem assim escrito por um motivo: é falso. Sua falsidade somente já deve ser razão suficiente para querer quebrar.

Tudo isso me trouxe à mente uma cena de um dos episódios mais bonitos de Arquivo X. Era ainda a segunda temporada, e Scully estava em coma depois de sua abdução. Seu testamento era claro em não permitir que prolongassem sua vida por meio de aparelhos. Quando os médicos desligaram as máquinas, os autores usaram a metáfora da cena abaixo:



Minha corda também precisa romper-se.