
A experiência de ler Transatlântico foi legal antes mesmo de começar. Entrei na livraria, procurei a moça e perguntei:
- Tu tem o Transatlântico da Mariana Marques?
Enquanto a moça procurava o livro e pesquisava o preço, repeti para os meus botões a frase e sorri. Taí uma pergunta que gostei de fazer. É que Mariana e eu estudamos juntas da segunda à sexta série (se a memória não falha) no Irmã Maria Montenegro. Nunca me passou pela cabeça que, um dia, estaria na Café & Letras comprando um livro dela.
Transatlântico é pequeno e poderoso. Confesso que precisei relê-lo. Não sei se foi a pressa de ver o todo, de saber tudo o que a Mariana tinha escrito, mas a primeira leitura me deixou suspensa. Depois, refolheando, achei o chão e entendi. Então, o que já tinha percebido de lampejo, a beleza da escrita, ficou mais marcante. Depois captei a inteligência por trás da composição do livro. E aí me diverti com os acenos à Fortaleza, que deram sabor de verdadeiro ao Transatlântico.
A Mari tem também um blog, o Beautifro. Lá a gente encontra moda, humor e mais escrita bonita. Da moda, deixo aí o link para clicar e ver. Do humor, colo aqui uma tirada que me fez rir muito. A Mari escreveu sobre um livro de boas maneiras bem antigo. Havia uma seção sobre o comportamento das crianças, e ela transcreveu o seguinte trecho:
- É falta de educação carregar varinhas na mão e bater com elas ou dar pontapés em tudo o que encontra na rua.Para depois comentar:
E agora, Harry Potter?Por fim, da escrita bonita, transcrevo um dos trechos mais belos que li recentemente:
(para ler na íntegra, acessar Mil Regras Ilustradas de Boas Maneiras)
Hoje vi dúzias de pés de acácias pela Aldeota, todas abarrotadas de manchas amarelas em forma de flor.Lindo, não?
(para ler na íntegra, acessar Um pouco de vida na jardineira).


