domingo, 26 de dezembro de 2010

Transatlântico de Mariana Marques


A experiência de ler Transatlântico foi legal antes mesmo de começar. Entrei na livraria, procurei a moça e perguntei:

- Tu tem o Transatlântico da Mariana Marques?

Enquanto a moça procurava o livro e pesquisava o preço, repeti para os meus botões a frase e sorri. Taí uma pergunta que gostei de fazer. É que Mariana e eu estudamos juntas da segunda à sexta série (se a memória não falha) no Irmã Maria Montenegro. Nunca me passou pela cabeça que, um dia, estaria na Café & Letras comprando um livro dela.

Transatlântico é pequeno e poderoso. Confesso que precisei relê-lo. Não sei se foi a pressa de ver o todo, de saber tudo o que a Mariana tinha escrito, mas a primeira leitura me deixou suspensa. Depois, refolheando, achei o chão e entendi. Então, o que já tinha percebido de lampejo, a beleza da escrita, ficou mais marcante. Depois captei a inteligência por trás da composição do livro. E aí me diverti com os acenos à Fortaleza, que deram sabor de verdadeiro ao Transatlântico.

A Mari tem também um blog, o Beautifro. Lá a gente encontra moda, humor e mais escrita bonita. Da moda, deixo aí o link para clicar e ver. Do humor, colo aqui uma tirada que me fez rir muito. A Mari escreveu sobre um livro de boas maneiras bem antigo. Havia uma seção sobre o comportamento das crianças, e ela transcreveu o seguinte trecho:
- É falta de educação carregar varinhas na mão e bater com elas ou dar pontapés em tudo o que encontra na rua.
Para depois comentar:
E agora, Harry Potter?

(para ler na íntegra, acessar Mil Regras Ilustradas de Boas Maneiras)
Por fim, da escrita bonita, transcrevo um dos trechos mais belos que li recentemente:
Hoje vi dúzias de pés de acácias pela Aldeota, todas abarrotadas de manchas amarelas em forma de flor.

(para ler na íntegra, acessar Um pouco de vida na jardineira).
Lindo, não?

domingo, 19 de dezembro de 2010

Clube do Renascimento de Fortaleza


Alguns dias atrás, uma pessoa me procurou através do blog perguntando por "postos de atendimento de Renascimento em Fortaleza". Com isso, percebi duas coisas. A primeira delas é que talvez seja oportuno definir melhor o que é Renascimento. A segunda é que já falei e divulguei workshops de Renascimento aqui no Reflexos, mas que nunca apresentei o Clube do Renascimento de Fortaleza.

Renascimento é respiração, é terapia da respiração consciente. Você respira de um modo específico, durante um período determinado, estando sempre consciente de tudo o que sente, estando sempre presente no momento. Prefiro não detalhar a técnica porque receio que alguém possa tentar fazer a primeira vez sozinho. Não é que seja perigoso, mas é que, quando se estreia no Renascimento, é sempre bom ter suporte de pessoas preparadas para tal, que são os terapeutas renascedores.

Acabou de me ocorrer de também fazer uma pequena observação. Amigos meus já fizeram um tipo de respiração que chamaram de Renascimento, aplicada pelo Padre Domingos, responsável pelos cursos de eneagrama aqui em Fortaleza. Esclareço que a técnica de que sempre falo aqui no blog não é a mesma utilizada pelo Padre Domingos, que é dita respiração alotrópica. O Renascimento que pratico e que é difundido pela terapeuta Ramyata é mais suave e ritmado, sem exigir qualquer esforço. Pessoas que buscam conhecer o Renascimento devem ter em mente que há diversos tipos de técnicas de respiração categorizadas sob esse mesmo nome. Só posso atestar pelos efeitos da que pratico.

Prontinho. Falei da técnica, agora falo do Clube do Renascimento de Fortaleza. O Clube tem quatro coordenadores, Cris, Gustavo, Mairta e Ricardo, que fizeram a formação em Renascimento com a terapeuta Ramyata e que, portanto, são terapeutas renascedores. Eles são produtores da Ramyata em Fortaleza, de forma que organizam e promovem os workshops e o Treinamento Básico e Avançado em Renascimento quando tais eventos ocorrem aqui na terrinha.

Além disso, o Clube promove sessões de Renascimento duas vezes por mês no Instituto Ânima. Qualquer pessoa pode participar desde que telefone antes para os coordenadores. É deles também a iniciativa do Workshop de Renascimento na água, aplicação pioneira no Brasil de um trabalho elaborado pelo terapeuta Bob Mandel (ver Rebirthing).

Ultimamente, o Clube vem produzindo trabalhos de outros terapeutas. O que se encontra mais próximo de ocorrer é o Holiday Retreat com Talib e Shubhaa, em janeiro no Osheanic.

Contatos? O orkut do Clube pode ser acessado aqui. Seu email é clubedorenascimento.fortaleza@yahoo.com.br.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Colaborem com o Natal de Amor

A compaixão e prontidão para ajudar o próximo estão presentes em todos nós. Você provavelmente contribui mensalmente para alguma instituição, comove-se com a necessidade do outro, sente-se pronto para ajudar.

No entanto, há pessoas que dão um passo além e exercem essa compaixão e prontidão sistematicamente, engajando-se em projetos que lhe custarão não só dinheiro, mas tempo e ação. Proatividade a serviço da filantropia. Disposição para a entrega de si ao próximo.

É isso que faz o grupo que organiza o Natal de Amor. Para saber mais, leia esta matéria dO Povo. Nela, há os endereços para recebimento das doações e o telefone de contato.

Uma amiga minha repassou o email do Maurício, um dos coordenadores do projeto, relatando as últimas atividades:

Meus amigos, estamos muito felizes e agradecidos a Deus por ontem (12) termos iniciado as embalagens dos kits padronizados do Natal de Amor 2010 (Fotos em anexo). Nesse primeiro dia de embalagens conseguimos concluir o seguinte:

· 826 Kits de Higiene (1 escova de dente, 1 sabonete, 1 aparelho de barbear descartável, 1 pente e 1 creme dental).

· 631 Kits Maternidade (5 fraldas descartáveis, 2 camisetinhas para bebê, 2 fraldas de pano e 5 absorventes noturnos).

Agradecemos a todos que já nos ajudaram com suas contribuições!!!

Estaremos reunidos novamente no próximo final de semana para continuarmos os trabalhos de embalagem dos kits. Para concluirmos a embalagens de todos os kits que serão distribuídos no dia 25/12 pelo Natal de Amor ainda precisamos dos seguintes produtos:

· 1.115 tubos de creme dental;

· 2.083 escovas de dente;

· 1.744 aparelhos de barbear descartáveis;

Aceitamos doações em dinheiro, pois ainda precisamos comprar 357 brinquedos no padrão Natal de Amor (bonecas e carrinhos novos).

A tarefa é árdua, mas contamos com ajuda e colaboração de todos vocês.

Grande abraço.

Maurício Oliveira

(85) 9997.7358

Que tal você contribuir também?

domingo, 12 de dezembro de 2010

Ganhei um selo!

A Márcia me presenteou com este selo:


Muito obrigada, Márcia querida!! Vocês podem conferir aqui o blog da Márcia Denardi, apreciar a escrita dela e suas resenhas e suas novidades de si mesma.


Para não quebrar a corrente, tenho de citar a pessoa de quem recebi o selo e indicar mais cinco blogs e avisá-los. Já cumpri a primeira tarefa, então vamos à segunda. Meus blogs indicados são:








Deixo menção honrosa ao Bandeira & Marinho Arquitetura (e agradeço pelo convite de ontem) e ao Divagações Públicas (cujo dono não para em casa).

Aleatórios

Estou estudando para a prova escrita de francês. Enquanto faço um intervalinho, compartilho com vocês fatos aleatórios, só para sacudir a poeira que descia sobre este pobre blog abandonado...

- Hoje é o aniversário do meu primo M. Parabéns, M!

- Detesto meu caderno de exercício de francês. Ele disponibiliza um espaço deste tamanho para uma resposta deeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeste tamaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaanho!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

- Minha casa está uma bagunça por causa dos dás. Não tempo, trabalho, canseira. E, porque, às vezes, vontade de fazer o que der na telha e dane-se faxina.

- Meu computador ficou cinco dias sem funcionar.

- Não entendo meus vizinhos. Um deles acabou de chegar com a filhinha (que é fofa), e ficou tocando, tocando, tocando, tocando a campainha. Ouvi tudo porque o quarto onde estou fica bem do lado da porta deles. Perguntei a mim mesma: "Quando é que ele vai concluir que não tem ninguém em casa?" Mas eis que ele saca do celular, telefona para alguém e diz: "É claro que não tô com a chave, ou já teria entrado." Meu Deus, havia efetivamente alguém dentro de casa que preferiu ouvir a campainha soar insistentemente a abrir a porta de uma vez por todas.

- Descobri que meu blog consta na blogroll do Doidos por Cinema. Adorei!

- Outro problema com meus vizinhos e portas: são incapazes de fechá-las; apenas as batem.

- Hoje Dinho e eu vimos o Sol nascer a caminho da praia. Muito legal e muito lindo.

- Fiz um Workshop de Renascimento na água no fim de semana passado. Depois conto tudo.

Fico aleatoriamente por aqui.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1


"Harry Potter realmente deixou de ser um filme de criança."

Esse foi meu terceiro pensamento após ver o longa.

O segundo foi "Excelente!"

E o primeiro foi "Hã?" - em resposta ao final abrupto, mas significativo dessa primeira parte de Harry Potter e As Relíquias da Morte.

Vou escolher o meu segundo pensamento, o Excelente!, para continuar este post.

Adorei, adorei o filme. E olha que nem teve romance!, rs. A questão é que, nesta sequência de Harry Potter, há mais tempo para cuidar dos detalhes e da relação entre as personagens, que é o ponto forte do longa ao meu ver. Harry Potter e as Relíquias da Morte deixou de ser filme infantil porque é mais sombrio e assustador, mas também porque maturou o relacionamento do trio Harry, Hermione e Ron. Estampa o peso da tensão que recai sobre os três e o desgaste que a relação sofre sob as circunstâncias em que as personagens se encontram.

Esse é o fator que me faz não entender certos críticos de cinema. Li a resenha na Veja de Isabela Boscov (a quem admiro pela capacidade de falar sem contar) e ela acusa o filme de encher linguiça! Sinceramente, não entendi. Quantas vezes não li artigos criticando um filme por não conferir densidade às personagens, e agora, justamente neste último longa de Harry Potter, - em que questões sobre confiança, ressentimento e medo são levantadas, em que, por exemplo, a insegurança de Ron é desvelada cruamente -, justamente agora o filme é acusado de encher linguiça?! E ainda que as cenas de exílio dos três amigos sejam desconsideradas, os momentos de ação ensejados pela busca às horcruxes ou pelos confrontos com Comensais da Morte, o pequeno conto narrado por Hermione (uma animação linda, diga-se de passagem), os vislumbres sobre a história pessoal de Dumbledore, tudo isso é necessário e está no longa por dois motivos. O primeiro deles é preparar o terreno para entender o desfecho da obra; o segundo, conferir ritmo ao filme, que, por mais que o sintamos longo, nunca chega a ser enfadonho.

E mesmo assim, o filme é acusado de encher linguiça?!

Hã? (e dessa vez não é pelo final do longa).

Deixada de lado minha indignação de fã, realmente considero Harry Potter e as Relíquias da Morte um bom filme, que faz jus aos seus antecedentes e que nos prepara satisfatoriamente para compreender o fim da saga.

E digo mais:

Tô de mal, Isabela Boscov. ;o)

domingo, 14 de novembro de 2010

Home sweet home


De volta de novo, desta vez de Recife, desta vez viajando sozinha. Fui tirar o visto no Consulado Americano e resolvi matar duas baratas com uma chinelada só (preferível a matar coelhos com cajados) e enfrentar meu medo de viajar sem acompanhante.

Cada vez mais descubro que, uma vez vencido o medo que você tem de uma coisa, mais bestas parecem o medo e a coisa. Tinha tanto receio de viajar sozinha, e foi tudo tão fluido e tão legal. Resolvi seguir com a maré e dei sorte com o que encontrei. Como sempre tenho a necessidade de planejar tudo, decidi fazer diferente e ver no que dava. Saí de Fortaleza sem programação alguma, com exceção das dicas que a Lu havia me passado. Cheguei ao hotel quase ao meio dia da quinta-feira, descobri, às 13h, que partiria um city tour dentro de quarenta minutos, paguei o passeio, engoli o almoço e zarpei de van para conhecer Recife Antigo e Olinda.

No dia seguinte, fui para minha entrevista no Consulado. Pedi que o hotel me chamasse um táxi e então descobri o Seu Xexéu, o taxista mais chapa que já conheci. Marquei com Seu Xexéu a ida para a Oficina Brennand à tarde. Quando ele viu que o que mais me empolgava era a área verde e a porção de Mata Atlântica que nos cercava, acabou me levando, sem cobrar nada extra, para conhecer o Instituto Ricardo Brennand. Infelizmente não deu para entrar porque estavam fechando, mas tive uma prévia que me inspira a revisitar Recife num futuro próximo.

No terceiro dia, resolvi dar uma relaxada. Fui só à praia e ao shopping. No quarto dia, não havia muito tempo, então restou curtir o hotel e arrumar as malas para voltar.

Falando em hotel, deixo mais uma dica de hospedagem. Gostei muito do Hotel Aconchego. A estrutura é bem simples, mas adorei o serviço. Eles oferecem transfer do aeroporto para o hotel, o que achei muito útil. O restaurante e o bar estão abertos durante todo o dia, e os preços são acessíveis. No cardápio, há desde pratos mais feijão-com-arroz a opções bem diferentes. Num dia em que me senti mais ousada, arrisquei pedir um peixe com crosta de canela e molho de goiaba. Até agora estou em dúvida se recomendo ou não, rs. Outro ponto positivo para esse hotel é sua localização: basta descer algumas quadras e estamos na praia de Boa Viagem; bastar subir alguns quarteirões e dobrar algumas esquinas e chegamos ao Shopping Recife.

Enfim, tudo correu muito bem. Gostei da experiência de viajar sozinha. Parece que as conversas com as pessoas que encontramos ganham mais valor. Mas hei de admitir que olhava o sofá do bar, a piscina e a mesa de sinuca do hotel e pensava que bom mesmo era estar ali acompanhada dos amigos e do Dinho. Sem falar que assim a gente curte viagem sem curtir saudade...

Bom, fica pra próxima. Afinal, ainda faltou conhecer Porto de Galinhas e o Instituto Ricardo Brennand, entre outras muitas coisas.

p.s.: A foto não é minha. Seu Xexéu morreu de rir quando eu disse que precisava criar vergonha na cara e comprar uma máquina fotográfica, mas a verdade nua e crua é que viajei e não tirei uma foto!

sábado, 6 de novembro de 2010

LDN de Lily Allen

No recital que houve na minha escola de música, uma aluna cantou LDN acompanhada somente de violão. Ficou muito legal. Foi nessa oportunidade que conheci a música, que já foi hit e eu nem soube, rs.



:o)

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Me divirto ou sinto pena?

Estou num dilema. O que faço quando descubro que a pessoa que me escreveu um email jurando que só nutriria INDIFERENÇA por mim é a mesma pessoa que acompanha pela internet minha vida, mais notadamente, as notícias de minha vida amorosa? O que devo fazer?

Me divirto ou sinto pena?

Talvez ela só se interesse em dicas de hospedagem para viagens românticas? Bom, se for isso, então vou ser solícita:

- Villa Mango em Icaraí de Amontada é muito, muito bom. O lugar é paradisíaco e os bangalôs são um charme.

- Das Flores Inn em Natal é ótimo, embora consideravelmente mais simples. Mas é também aconchegante.

- Hotel Gran Marquise em Fortaleza, pasme, deixou a desejar. Compramos o pacote do dia dos namorados e, por mais que a vista para o mar fosse magnífica, eles nunca trouxeram a porção extra de batata sauté que pedimos.

Satisfeita, pessoa INDIFERENTE?

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

De volta

De volta de Natal! É, nem avisei que ia e já fui, rs. Aproveitei o feriado para conhecer com o Dinho a capital do Rio Grande do Norte e a praia de Pipa.

Adorei Natal. É engraçado, mas quando ouvia pessoas dizendo que gostavam da cidade por ser limpa e organizada, imaginava-a quase como uma cidadezinha de interior. Concepção mais equivocada que a minha, impossível. Natal é grande e ampla, pelo menos por onde andamos, e acho que dá umas liçõezinhas para Fortaleza no tema engenharia de trânsito. Por mais que eu seja incomensuravelmente leiga no assunto, é inegável que o trânsito flui bem melhor lá, mesmo com esse aumento notável no número de veículos que houve nos últimos anos.

Como cada vez mais percebo o valor de indicações de hotéis e pousadas quando viajamos, vou deixar registrada a experiência que tivemos na Das Flores Inn, uma pousada a um quarteirão da Praia de Ponta Negra. Achei o local bem charmosinho: é fofo que cada quarto tenha nome de flor. Ficamos no quarto Helicônia, que é mais simples, mas ainda assim possui uma varandinha (com vista para o muro, infelizmente). Há frigobar, ar condicionado, ventilador de teto, TV e internet wireless. Adorei o banheiro por ser grande e adorei o chuveiro por ser forte e ter água quente sem precisar estar coordenando duas torneiras que parecem nunca se comunicar (não coleciono boas lembranças com chuveiros e água quente). Deixo registrado somente que o café da manhã é bastante simples e que nunca limparam a piscina enquanto estivemos lá. No entanto, isso é bobagem diante do quão agradável e tranquilo é o lugar.

E Pipa... Uau! Amei a praia, o mar calmo, as lojinhas e restaurantes... Que lugar legal. Não fomos ver golfinho algum porque já me provoca enjoo só olhar o balanço daqueles barcos minúsculos, mas mergulhamos na maior piscininha que vi e cochilamos à sombra das falésias (e isso é quase poético :o).

Bateu até desânimo em voltar para a vida real, mas era o jeito...