quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

retrospectiva 2012

foi um voo

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Este deveria ter sido o último post de 2012, mas acabou que fiquei ocupada demais em relaxar no Aquaville, e só agora retornei à Fortaleza para pôr a mão na massa. 

Em face de grandes perdas que pessoas próximas sofreram, tive receio de festejar meu 2012. Percebi, no entanto, que esse é o ritmo da vida: um suceder de altos e baixos, curtos ou longos, que raramente seguem compassados com os de nossos amigos e familiares. Pensei então que, por isso mesmo, pela efemeridade dos estados e das coisas, nada mais salutar do que celebrar o Bom. 

Com isso em mente, tenho que a palavra para definir o que sinto em relação ao ano que passou é gratidão. Foi um ano incrível, cheio de vida e aprendizados, mesmo nos momentos mais difíceis. Tive medo dos trinta anos, mas acho que foram tantos votos sinceros de felicidade no meu aniversário, que o Universo ouviu. Me tornei uma balzaquiana bem feliz. 

E ele vai morrer de vergonha quando ler isto aqui, mas vou repartir publicamente o que já foi dito entre dois: Betoti, você foi meu melhor presente de 2012. Obrigada por somar aos meus amigos e família, por fornecer apoio quando precisei, por marcar colado com as minhas faltas, por me trazer ao seu mundo. Obrigada por tudo. 

Vai atrasado, mas vai valendo: 
 Feliz 2013, galera! 

p.s.: Sinto-me na obrigação de reconhecer que as músicas do vídeo ficaram como as trilhas sonoras das novelas da globo: letra da canção nada a ver com o contexto. Foi o jeito...

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O mundo não acaba amanhã, mas...


"Essa é uma das coisas mais bonitas que acontecem no fim da vida: a gente perde nossa capacidade de fingir." Ana Cláudia Arantes, geriatra especialista em Cuidados Paliativos


A frase foi pescada deste vídeo, que vale a pena ser visto não porque o mundo acaba amanhã, mas para a gente aprender a viver antes que seja tarde:



A partir dele, descobri o canal do Hospital Israelita Albert Einstein. Lá é possível acessar depoimentos e histórias de vida comoventes, mas inspiradores. 

E depois de uma pesquisazinha rápida na internet, descobri um mundo novo acerca dos Cuidados Paliativos. Que bom que há quem se preocupe com isso. Melhor ainda que essa percepção tenha se sistematizado em uma área para os profissionais de saúde.


segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Quinze maneiras de lembrar o seu namorado a colocar o cinto de segurança


(Porque venho concluindo que old habits die hard...)

1. De forma tradicional: "Meu amor, você esqueceu o cinto de segurança."

2. De forma tradicional, mas sintética, graças ao contexto situacional: "Cinto!"

3. Tacitamente: "..." (apontando pro bichinho onde se afivela o cinto)

4. Semi-tacitamente: "Aham." (olhando significativamente pro bichinho onde se afivela o cinto)

5. Inovando no inglês: "Someone is seatbeltless..."

6. Apelando para a pedagogia (ensino através de exemplos): "Sabe aquela cicatriz do Harrison Ford? Acredita que foi porque ele tava dirigindo sem cinto, e, quando foi colocá-lo, bateu o carro?"

7. Fazendo-se de sonsa: "Ai que susto! Achei que a gente tivesse saído sem eu ter posto o cinto de segurança, mas tô com ele!"

8. Acolhendo a doutrina espírita: "Tu acha que, na encarnação passada, tu usava cinto de segurança?"

9. Relembrando a ideologia católica: "Sente culpa por não colocar cinto de segurança?"

10. Passeando pelo zen-budismo: "Medite o uso do cinto de segurança."

11. Valendo-se de artifícios evangélicos: "Se não puser o cinto de segurança, vai encontrar Jesus literalmente!"

12. Dando vazão à criança interior: "Eu tenhoooooo, você não tem-em!" (apontando pro meu cinto afivelado)

13. Mostrando-se tecnologicamente antenada: "Existe aplicativo pra avisar que a pessoa tá sem cinto de segurança?"

14. Ah, a velha e boa ironia: "Tão bom ver que tu já colocou o cinto de segurança."

15. Ah, o velho e bom sarcasmo: "Também quero um cinto de segurança transparente!"


Pronto! Missão ligeiramente quase cumprida. É que o Betoti tinha sugerido que eu escrevesse um livro chamado 1.001 formas de dizer que seu namorado está sem cinto. Infelizmente não tenho criatividade para tanto.

Por fim, não poderia deixar de postar a gravura abaixo:

Fonte: http://frutilau.com/20047/cinto-de-seguranca

Isso NÃO é uma sugestão, viu Beto Sales?


terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Ótima notícia!

Depois do último post, nada melhor do que escrever uma sequência feliz pra ele.

Foram 22 dias de internação e duas idas à UTI, mas hoje tia V. recebeu alta. A enfermeira tira os pontos agora. Testei meu sangue frio tentando contar quantos foram. Melhor deixar esse campeonato sem placar.

Diz o Betoti que a tia V. para até tsnumani, rs. De fato, ela teve muita força. Passamos por dois grandes sustos aqui, mas ela resistiu, e ainda conquistou os profissionais que a acompanharam. Também teve a lucidez de identificar os sintomas da sepsemia e de pedir a intubação quando respirar se tornou quase impossível. Sua colaboração com o próprio processo de recuperação foi importantíssima.

Agora tia V. pede que eu agradeça as orações dos familiares, amigos e Prelazia da Opus Dei, de que ela faz parte. Agradece ainda a todos os médicos, técnicos de enfermagem, enfermeiras, nutricionistas, fisioterapeutas e psicólogas que estiveram conosco. Pede também que eu transmita um abraço especial para suas companheiras do HGF, que prestaram auxílio fundamental para sua recuperação.

Por fim, tia V. e todos nós agradecemos imensamente ao Dr. Marcelo Lopes.

Seguem aí as fotos. Na primeira, tia A. inova até com o avental sem graça que vestíamos aqui. Na segunda, tia V. e Dr. Marcelo posam para a câmera no momento da alta.

p.s. Tia A. contou os pontos. Cinquenta e três!!



sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Câncer, médicos e o propósito das coisas

Estou no hospital neste exato momento, à espera de quaisquer notícias da tia V. Tia V. foi diagnosticada com câncer de ovário no ano passado. Depois de sessões de quimioterapia e cirurgias bem sucedidas, achamos que havíamos vencido a guerra...

Não foi o caso. Por mais que uma recidiva fosse esperada (e eu nem sabia disso), o câncer voltou em bem menos tempo do que o normal. Foram apenas seis meses de uma trégua desconfiada. Dessa vez, o alvo foi o peritônio, e não se podia mais precisar a quantidade de sessões de quimio ou a viabilidade de uma cirurgia. Aparentemente, havíamos vencido somente uma batalha.

Aconteceu que uma determinada cirurgia foi possível. Desconhecia o risco e as consequências do procedimento até esta semana, quando vim ajudar a cuidar da tia V. Convivi com uma realidade braba. Tia V. sempre foi o pilar da família, e vê-la debilitada numa cama impressiona. Hoje, por causa de uma infecção, ela retornou para a UTI.

E conto o que aconteceu ontem. que ela havia apresentado febre na noite anterior, verificou que uns pontos estavam inflamados. Disse que retornaria para drená-los. Fui embora antes que ele voltasse. O problema foi que ele não voltou em tempo hábil. Quem tomou as rédeas foi o Dr. Marcelo Lopes, amigo de trabalho da tia V. Acionado pela tia J., ele veio em nosso auxílio e determinou a internação na UTI para debelar a infecção o quanto antes.

O que observei nesta semana me sugere que vários médicos estão se perdendo do propósito de sua profissão, especialmente os mais novos. Parece que se importam em se especializar ao máximo para ganhar o máximo. O marido da minha tia desembolsou mais de R$ 30.000,00 por essa cirurgia. A equipe do médico é excelente, ele foi competentíssimo durante o procedimento, mas falta algo. Falta entender o compromisso que ele assumiu com a preservação da vida. Falta humanização. Se esses profissionais escolheram medicina por vocação, esqueceram-se dela.

Escrevi este post inteiro no iPhone. Foi minha terapia de hoje.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Quem sou eu sem um vilão?


(porque ainda tenho apego à vitimização que me corrói, me fiz essa pergunta)

Quem sou eu sem um vilão?

Parece nem que existe alguém pra contar a história. E se eu não tivesse baixado a cabeça tantas vezes diante de tantas pessoas, quem eu seria? E se eu não amargo e carrego, quem eu sou? Resta o que quando só tem eu?

Resto eu, que ando com as próprias pernas. Manufaturo minha alegria. Levanto quando caio. Vida passa, e eu pego, que ela é minha. Dispo a capa e surpreendo. Tiro o peso sobre minha cabeça, desato a corda nos meus pés. Deixo fazer gol, porque não seguro mais bolas e solto as que agarrei. Rasgo a sabotagem, porque, dá licença, estou mais do que justificada na minha felicidade. Acho o poder que não enxergo. Ponho a criança pra dormir. Digo nãos sem culpa. Não manipulo; pulo um monte de bobagem.

Eu quebro. E sobra tanta coisa.

Eu reescrevo a história. Sem mocinha e sem vilões.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Polina Semionova

Acho que acabei de encontrar um ídolo.



Linda, não?

Polina Semionova tinha somente dezoito anos quando gravou esse vídeo. Descobri que, na realidade, trata-se de um clipe musical de um artista pop germânico. Quem quiser assistir de novo ouvindo a música em alemão, clica aqui.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

That's Vegas, baby!

Continuando...

No quinto dia de viagem, deixamos Los Angeles de manhãzinha rumo a Las Vegas. Ficamos hospedados no Circus Circus Manor Motor Lodge (um anexo do hotel Circus Circus que oferece, por essa razão, tarifa mais em conta). Quartos enormes e confortáveis e estacionamento gratuito. Para quem se interessar, fica somente a ressalva de que inicialmente o banheiro deixou a desejar, mas que a situação foi solucionada mais tarde (a água do banho não escoava direito ralo abaixo).

Nosso primeiro evento em Vegas foi a feira do Mr. Olympia, campeonato internacional de fisiculturismo. Acompanhei a galera da Mega Gym, que estava promovendo a academia e fazendo contatos por lá.

Vestindo a camisa da Mega Gym!


A experiência da feira foi bem interessante. A gente passou o dia se entupindo de amostras grátis de barrinha de proteína e termogênico, rs. E vi cada coisa que não posso postar... ;o)
 

Jay Cutler, quatro vezes campeão do Mr. Olympia.

Não fui no segundo dia de feira, e por isso perdi a presença do Jon Jones lá:


Minha foto favorita. Kk e a gaiatice do Jon Jones.

Não fui no segundo dia de feira, porque estava guiando este pequeno carro por Las Vegas. Venci o medo de dirigir no exterior! O maior aprendizado do ano passado, o de que o medo da coisa é maior do que a coisa em si, se provou verdadeiro mais uma vez.


Foi um festival de freadas bruscas (quase dou de presente um traumatismo craniano para minha passageira), voltas desnecessárias e um leve vexame na hora de abastecer, mas deu tudo certo.

Fomos ainda a mais um espetáculo do Cirque de Soleil: LOVE. Imperdível para qualquer fã dos Beatles. AMEI!


O espetáculo acontece no The Mirage.

E caminhamos pela noite megalomaníaca de Las Vegas. Hotéis gigantescos e magníficos.


Luzes, luzes, luzes.



E eu ia perder a chance de fazer check-in no Caesar's Palace?
Flamingo.

Joguei U$1.00. Perdi U$1.00.
Depois foi pegar o caminho de volta para Los Angeles e embarcar para o Brasil. Muito bom voltar pra casa e matar a saudade de quem ficou. :o)

E é isso. Acho que encerrei o ciclo de viagens internacionais por enquanto. Afinal, foram quatro em dois anos, e o bolso já não suporta mais. Próximo ano é momento de eleger outras pioridades e de me organizar financeiramente para pôr o pé na estrada de novo em 2014.

Afinal, ainda tem tanta coisa para conhecer, aprender e viver, né?

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Viajando e aprendendo: Decolar.com nunca mais e Los Angeles!

Ando constatando uma obviedade: cada viagem é única. No meu caso, quando saio da terrinha por um período razoável de tempo, há sempre aprendizados e, na maioria das vezes, certas quebras. 

Hoje não vou falar dessas rupturas, mas de algo que aprendi antes mesmo de embarcar. 

NUNCA compre passagem aérea pela Decolar.com ou por empresas congêneres!

Gente, vocês não têm ideia da aflição... Zarpei daqui para os EUA sabendo que perderia a minha conexão na volta para o Brasil. A Delta fez uma alteração no primeiro voo, e eu só teria quarenta minutos para sair de um avião em Detroit e embarcar em outro para São Paulo. Liguei para a companhia para solucionar a situação, mas eles não podiam fazer nada, porque o dono da reserva era a Decolar.com. Eu devia entrar em contato primeiro com eles e solicitar urgência na modificação da reserva. Depois de várias tentativas, consegui falar com alguém da empresa, que me garantiu que meu voo seria alterado.

Ledo engano, desavergonhado engodo. Cheguei em solo norte americano e nada. No terceiro dia da viagem, desisti de esperar e liguei para a própria Delta nos EUA. A experiência foi um leve e divertido sufoco. Descobri: a) que minha pronúncia não deve ser esse balaio todo porque a atendente eletrônica, para meu desespero e impaciência, repetiu diversas vezes "Sorry, I did not understand"; b) é bem mais difícil falar inglês com um indiano se for por telefone (quando finalmente um representative de carne e osso me atendeu). O funcionário da Delta podia agora alterar meu voo porque, uma vez completado todo o trajeto da ida, a administração da reserva cabia à própria companhia aérea a partir daquele momento. Resolvi o problema (ufa!).

Agora, mitigo o terceiro parágrafo deste texto. Digo que EU nunca mais compro passagem pela Decolar.com ou por empresas congêneres. Meus amigos de viagem que adquiriram bilhetes aéreos do mesmo modo tiveram seus voos alterados antes de sairem do Brasil. Acho que dei azar. Mas aprendi que, quando se obtém passagem por meio de revendedoras aéreas online, cria-se um intermediário (distante) que dificulta todo o processo de qualquer alteração necessária. Como tudo na vida exige um custo, esse é o preço que você paga por adquirir tão felizmente voos mais baratos (os trechos ida e volta me saíram pouco mais de R$ 1.600,00 na época). Decidi que esse barato sai caro. Mas a cada um cabe fazer suas escolhas. 

Bom, compartilhada a lição, vamos às fotos!

A primeira parte da viagem foi a Califórnia. Ficamos em Los Angeles, demos um pulinho em Venice Beach e chegamos até Anaheim para conhecer a Disneyland

Esta foi a galera que embarcou na aventura da vez:

No aeroporto de Atlanta, enquanto aguardávamos nossa conexão para Los Angeles. A bandeira é da Mega Gym.

No segundo dia de viagem, fizemos um passeio show de bola demais. Quem é fã de seriados e filmes, vai adorar o Vip Tour da Warner. Compramos online, pelo preço de U$ 52.00. A gente entra nos sets de gravação, fica admirado de como eles são pequenos na vida real, rs, descobre uns segredos de bastidores e outras coisas mais. Muito legal conhecer os detalhes do processo de criação das séries. Soube, por exemplo, que, se uma determinada cena não arranca muitos risos da plateia, o roteiro é reescrito in loco, e os atores aprendem as novas falas naquele exato momento.

Visitamos os sets de The Big Bang Theory, Two and a half Men, Two Broke Girls e The Ellen Degeneres Show. Infelizmente fotos só são permitidas na parte externa.

Percebam que até na Califórnia sinto frio.

Também é muito divertida a cidade cenográfica que abriga os diversos estúdios. Esse verde aí atrás de nós é um pedacinho do Central Park fake da Warner. Foi nele que Rachel and Phoebe correram desajeitadamente num dos episódios de Friends. A foto abaixo é uma homenagem a isso . :o)

Carreira desembestada.

Então... então veio Friends... Como a série não está mais em produção, é permitido tirar fotos. Ainda bem. Foi um dos momentos mais felizes do tour!

O famoso sofá.

Os Gunthers!

Depois conhecemos também Venice Beach, enquanto a parte malhadona do grupo treinava na academia Gold's Gym de lá.

Mar de um azul de céu. Lindo.

Nesse dia, esticamos até Malibu, com direito a foto dentro do Mustang do R.!

Adicionar legenda
E então chegou a vez de conhecer a Disneyland, com direito a uma passadinha pela Rodeo Drive e por Bervely Hills antes.

Beverly Hills

O Disney Resort de lá comporta dois parques que concentram as principais atrações dos quatro parques temáticos da Disney World de Orlando. O Disneyland Park da Califórnia corresponde ao Magic Kingdom da Flórida. É sempre mágico porque é Disney, mas minha sugestão é que, se você quiser conhecer, visite o de Orlando. Mais shows, mais paradas, mais encanto ao se chegar no parque de ferryboat.  




Castelo da Bela Adormecida.
Ah, ainda curtimos também o espetáculo Iris do Cirque du Soleil em Los Angeles, apresentado no Dolby Theatre, aquele que abriga a cerimônia do Oscar (aham). Adorei sentar na segunda fila e pensar que uma celebridade já esteve no mesmo local.

Por último, quanto à hospedagem, ficamos no Days Inn Near Universal Studios. Os quartos são pequenos (e possuem um cheiro esquisito), o estacionamento é pago, o café da manhã é simples, um dos recepcionistas tem perda de memória seletiva, mas a localização é massa! Ficamos a três quadras da Calçada da Fama. Mais uma vez: a cada um cabe fazer suas escolhas.

Por enquanto é isso... Detesto fazer posts longos, mas achei que este pedia esse comprimento. Mais tarde, escrevo sobre Las Vegas.

:o)

segunda-feira, 24 de setembro de 2012