terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Aconteceu na vida real - A defensora dos peixes

(pra imaginar que é uma tela de cinema):

O blog Reflexos
orgulhosamente apresenta
Luciana Aguiar
em
Aconteceu na vida real - A defensora dos peixes

(e aí a gente volta pra realidade virtual e você lê o seguinte texto):

Em fins de 2008, aproveitando uma promoção de passagens por 50 reais da Gol, fui com uma amiga passar um fim-de-semana prolongado em Santa Catarina. Foi uma viagem deliciosamente não planejada, com direito a uma segunda-feira enforcada e tudo. Compramos a passagem em um fim-de-semana e já viajamos no seguinte.

No terceiro dia da viagem, estávamos tomando banho de sol sobre as pedras que dividem a Praia Da Vila da Praia do Porto, em Imbituba-SC, só curtindo o dia, depreocupadamente... quando a minha amiga avistou um peixinho debatendo-se nas pedras.

Ela apontou e disse: "Ah, Lu, coitadinho, ele vai morrer!!" Morri de pena também. Estávamos meio longe do peixinho, mas aí o espírito de super-heroína baixou e decidi ir lá salva-lo. Levei bem uns 5 minutos pra chegar lá, pois o caminho era acidentado e escorreguento. Então cheguei, peguei o peixinho e joguei-o no mar. Já ia voltando para perto da minha amiga, quando vi outro peixinho, debatendo-se também. Fiquei intrigada com aquilo. "Valha, bando de peixinhos burros, ficam saltando do mar para a pedra pra morrerem, é??" Fui lá, peguei o outro peixinho e joguei-o no mar...

Só aí entendi. Pouco à minha frente havia um pescador. O "póbi" pescava aqueles peixinhos minúsculos e colocava na pedra, de onde eu os tinha tirado e jogado de volta no mar!!

Logo que percebi a besteira que tinha feito e me virei pra sair de fininho, o cara veio com mais um peixinho. Deparando-se com o lugar mais limpo, perguntou-me se eu tinha visto algum peixe por ali.

Eu, é claro, disse que não.

Ele coçou a cabeça, procurou nas piscininhas que se formavam nas pedras...

E eu, é claro, ajudei. E ainda procurei consolá-lo com a teoria de que talvez eles tivessem pulado de volta na água...

Depois de mais algum teatrinho, despedi-me com a cara mais lisa que eu tinha e fui embora. Voltei pra a pousada pensando nas crianças dele em casa, morrendo de fome e comendo farinha com água porque uma louca tinha resolvido salvar peixinhos do almoço.

Ai, que mico!!


Rsrsrs. Pois é, hoje a gente teve a participação especial da Lu, dona do blog mais que lindo Just Breathe. Palmas, por favor! :o)

Beijo, Lu!

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Aconteceu na vida real - As almofadas e o mico

Imagine.

Imagine a Valeska. Valeska é dessas pessoas bem finas, que nunca descem do salto, e, se descer, é porque calçou o pé numa sapatilha Jorge Bischoff. Jamais está menos do que bem vestida, nunca é mais do que comedida em seus atos e comentários. Preocupa-se imensamente com a arte do bem conduzir-se e ocupa-se em seguir suas regras com fidelidade. O mundo é sua passarela e seu palco.

Imagine o Marcos. Marcos, como dizem, perde o amigo, mas não perde a piada. Conta com um repertório de histórias surreais, em que figuram deputados e suas esposas de mandíbulas deslocadas, dondocas que não pagam a consulta, casais flagrados em hospitais. Relata os causos com o timing de um humorista, e por isso já pensei que ele está na profissão errada. Acrescente-se a isso um prazer enorme em fazer graça com a cara dos outros, e conclua comigo seu talento para o mundo do entretenimento.

Imagine a Joana. Joana, uma doçura de pessoa, ama rir de si mesma tanto quanto ama rir. À toa. Sério. Joana ri muito, mas é isso, dentre tantas outras coisas, que a torna tão querida. Possui um jeito simples de se portar, que deve ter passado despercebido pelo Marcos, mas adianto a carroça na frente dos bois. Sigamos com a história.

Essas três pessoas, imagine, têm em comum a amizade com uma quarta, que é a Isadora. Isa adora fazer festas em sua casa, com ou sem motivo. Oportunidade de agregar gente e tornar a vida mais bonita. Nos seus festejos, a ordem da noite é curtir sem preocupação com códigos de etiqueta ou de moda. Os comes e bebes ficam à disposição de quem queira servir-se. Os convidados se misturam nas conversas e nas risadas. A anfitriã circula sem compromisso. Modelo relax de confraternização.

Num desses saraus, Marcos e Joana se conheceram. Casou a veia humorística dele com a boa vontade dela em não se levar a sério. Foi uma noite de piadas, muitas às expensas de Joana, mas ela só ria. Foi tanta gargalhada que Marcos chegou a questionar a sanidade mental de Joana. Em voz alta e na frente dela. Outra piada.

Aí o tempo passou. Isadora ficou ocupada demais para organizar outras festinhas. Só que, em janeiro de 2010, chegou a data dos seus trinta anos, e isso merecia ser celebrado. Planejou uma comemoração ao seu jeito, em que todos os cômodos da casa fossem ambiente de festa, onde todos deveriam estar de pés descalços e sentar confortavelmente em almofadas. No convite, ficava a dica: traga a sua.

Como se tratava de uma ocasião especial, essa festa Valeska não pensou em dispensar. É bem verdade que seu estilo colidia com o de Isadora, no entanto, em consideração à amiga, desceria do salto e da sapatilha Jorge Bischoff. A bem da verdade, naquela noite, caprichava no seu pé um Manolo Blahnik, que ela deixou ornamentando outro pé, o da porta da sala, local onde os convidados deixavam seus sapatos.

Meia hora mais tarde, Marcos chegou com suas almofadas, seguindo à risca a orientação do convite. Após tirar os mocassins e entrar, vasculhou a sala em busca da aniversariante, mas não a encontrou. Viu, porém, um rosto que julgou conhecido, dirigiu-se à mulher e anunciou-lhe as almofadas que trazia, levantando-as no ar como se fossem a prova do que falava. A resposta que obteve de sua interlocutora foi um silêncio amarelo. Ele, que não é de se preocupar com coisa alguma, notou o sorriso sem graça, mas seguiu em frente em direção ao quintal.

Alcançando o último cômodo da casa, surpreendeu-se ao ver Joana, já sentandinha em seu assento acolchoado. Naquele momento, percebeu que havia cometido um erro. Após cumprimentar todos e sentar-se, perguntou a um conhecido quem era aquela mulher loura que estava lá na sala.

"Ah, é a Valeska."

Ele riu, divertindo-se imensamente com a situação.

"Pensei que ela fosse a Joana", disse.

Continuou sorrindo como o gato que engoliu o canário.

"Pensei que ela fosse a Joana, mostrei minhas almofadas pra ela e disse:

Olha o que eu trouxe pras tuas hemorroidas!"

O riso mais alto foi o da Joana.



Outra história que a licença poética enfeitou. ;o) Exagerei muito na Valeska, que, até onde sei, não tem Jorge Bischoff e muito menos Manolo Blahnik, mas era necessário para que vocês compreendessem o tamanho da gafe do Marcos.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Ninguém merece o morno


Faz tempo que penso na tênue linha que une os opostos. Há meses que percebo que os extremos andam de mãos dadas. Começou, na verdade, quando vi os efeitos da quimioterapia a que minha tia se submeteu. Causava-lhe mais dor justamente aquilo que podia curá-la (tia V. não sentia náuseas, mas dores por todo o corpo que nenhuma medicação aliviava). Daí a fazer generalizações para o momento que eu vivia foi bem simples. A verdade que mais machuca é a que mais liberta. O maior não que a gente recebe pode ser o maior sim para nossa vida. Perdas e ganhos.

Na verdade, essa ideia não é nada nova. Não foi Sócrates quem disse que, se a democracia era capaz de fazer o maior bem, estaria também apta a executar o maior mal? Caso não tenha sido ele, desculpem a falha de memória, porque já vão anos desde que tive aulas de filosofia. Seja como for, é interessante perceber essa relação: numa balança, um prato só sobe ao máximo quando escolhemos o peso que leva o outro mais rente à base.

Não é que tenhamos de viver de opostos, mas me parece que precisamos ter coragem de bancar os extremos. Viver é uma relação de dor e prazer. Como a tendência mais saudável do ser humano é não ser masoquista, o prazer é o nosso objetivo. Ocorre que, no momento em que nos arriscamos a buscá-lo, fazemos exatamente isso: arriscamos. Pode ser que o resultado de nossa busca seja a dor. Pode ser que não. Mas um ou outro só foi encontrado porque uma escolha foi feita e um risco foi assumido.

Não se desafiar é uma forma de não bancar extremos, mas também é quase vegetar. A vida fica muito cômoda, e por isso muito limitada. Uma potencialidade deixa de ser explorada. E todos perdem com isso. Perde a pessoa que não se descobre, perdem as pessoas que a rodeiam.

Nessas horas, quando penso o que há de vida para ser vivida, dá vontade de sair rasgando com unhas e dentes muita coisa à minha frente. Destruir para construir. Sentir o incômodo de sair da zona de conforto para colher o que de melhor me é reservado. Encarar os altos e baixos, que isso é vida, que pulsa, que não espera, que pede que a gente saia na chuva para se molhar, que a gente aceite o frio para conhecer o quente.

Porque, afinal, o morno ninguém merece.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Três anos de Reflexos

Hoje meu filhinho aqui completa três anos. Tempo passa rápido mesmo.

Para comemorar, havia pensando em escrever um post tipo segredo-de-bastidores. Se eu redigisse à mão para depois digitar aqui, essa seria uma grande ideia. Bom, pelo menos para mim seria, rs. Gosto de ver manuscritos e o processo de edição a que os autores os submetem. Talvez outras pessoas apreciassem também. O problema é que minhas postagens nascem direto aqui, então não possuo nada que posso mostrar nesses termos.

Então pensei que o mais próximo que eu poderia chegar a um segredo de bastidor seria postar o início dos dois textos que ainda me aguardam para terminá-los. Dois textos totalmente inacabados e sem título e sem edição.



(Vejam só os pobres coitados sob o rótulo "rascunhos".)

O primeiro começou assim:


Vou escrever puxando só pela memória mesmo, que me bateu uma preguiça de sair pesquisando. Um dia desses, lembrei de uma tese de doutorado que li para redigir minha dissertação. Lembrei especificamente dos atos de fala performativos. Às vezes, o que dizemos muda realidades. Isso é comum, por exemplo, no discurso de juízes durante um processo. Ao declarar que "julga procedentes os pedidos da ação", o magistrado, somente com palavras, transforma uma situação ao reconhecer o direito daquela pessoa que ajuizou a demanda. Porque o juiz o faz através de um enunciado, é um ato de fala. Porque o juiz faz alguma coisa ao proferir esse enunciado, é um ato de fala performativo.

Daí pensei nas minhas crenças sobre mim mesma e como elas determinaram minha realidade. Analogamente, foram atos de fala performativos do meu inconsciente. Ele falou, eu acreditei, e um universo foi criado.

Já o segundo, fruto de uma conclusão a que cheguei ao descobrir a história espetacular de uma pessoa, caminhou assim:

Sentada na areia, observou a criança que se aproximava. Ultimamente percebia uma mudança. Sempre quisera uma menina. Já havia escolhido até o nome. Se fosse um menino, e ela nunca pensou que seria um, havia uma opção de que gostava, mas a cunhada se antecipara. Tinha de pensar em outro nome.

A criança chegou mais perto. Não sabia precisar a idade dela. Qualquer coisa que dependesse dos seus olhos restava mal avaliada. Seu olhar era mais que míope para tantas coisas e detalhes. Parecia sempre que ele apreendia uma visão geral e inexata das coisas. O garotinho chegou até ela e parou meio desconfiado. Ela mostrou seu melhor sorriso, mas ele ainda a espiava como se não entendesse. Quando ela acenou com os dedos, ele finalmente sorriu. Em seguida, deu meia volta e saiu correndo na ponta dos pés em direção aos pais, desafiando a gravidade como só as crianças fazem. Seu andar balançava a calça descartável sob a sunguinha do Ben10. Uma graça.

Percebeu a mudança de novo, a intuição de que o primeiro filho seria homem. Em regra, não acreditava em intuição. Parecia um palpite romantizado. No entanto, era bom sentir que acolhia também a possibilidade de um menino. E o nome?
Remexendo nas postagens antigas, ainda descobri outro texto inacabado. Tratava-se do nascimento da ideia que gerou Desfragmentos, mas ao contrário. Prefiro do jeito que ficou. :o)

E é isso. Termino agradecendo aos amigos que passam por aqui e que me motivam a procurar novas ideias e formas de escrever. Um beijo para todos vocês.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

minha retrospectiva

Que jornada foi 2011. Fui de Jeri a Nova York. No meio do caminho, passei por Recife, Orlando, São Paulo. Tropecei em algumas pedras, encarei um Sol de queimar retinas, achei uma sombra para me abrigar, descobri um tesouro e vou tentar seguir o mapa da mina. Uma Pessoa Inteligente vive dizendo que não tenho noção do poder que tenho. Está aí um bom desafio para 2012, não?

Neste ano, resolvi que ia deixar as imagens falarem por mim na minha retrospectiva:



Então, o que me resta dizer?

Feliz 2012, gente!



p.s.: O "meu nunca" que aparece na minha "performance" ao som de Alanis Morissette tem origem neste blog aqui.

p.p.s.: Não deu para inserir o vídeo com as filmagens de NYC, porque Miss Independent não dura para sempre, rs, mas aqui está o pedaço que ficou de fora na edição final.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Desfragmentos


Um dia, descobriu que não gostava daquela imagem. Resolveu que ia desmontar o quebra-cabeças. Para celebrar a decisão, desafiaria seus limites por cada peça que descartasse. Pegou as chaves de casa, calçou os sapatos e saiu para o mundo com a gravura de quinhentos pedaços e um compromisso.

Então quinhentos atos de loucura preencheram seus dias. Girou o Sol em pés descalços. Uma peça a menos. À deriva, cantou estrelas num mar morno. Outra peça a menos. Brincou de fada na esquina de um sonho. Lá se foi outro pedaço do quebra-cabeças.

Enfim, restou apenas uma peça, guardada em sua mão. Hora de dizer adeus. Só precisava descobrir como.

Caminhou no pé ligeiro. Vida não espera. Apertou a peça contra a palma da mão e sentiu a resposta. Vai. Atravessou a rua. Subiu a calçada. Passou uma árvore e uma borboleta. Acompanhou o quarteirão. No fim, deu de cara com Ele. Ele, que a olhou nos olhos. Ele, que mostrou uma peça de quebra-cabeça (a última também!), jogou-a por cima do ombro, inclinou-se e beijou-a nos lábios.

Foi no tempo certo. Ele se afastou e esperou. Ela sorriu, rodando entre os dedos a sua peça e um pensamento. O olho brilhou quando entendeu. Deixou cair o último fragmento quando se aproximou dEle e apresentou o beijo que era seu.

Porque podia dizer não, dissera sim.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Existe coisa melhor do que amizade?

Por causa de um momento de indecisão, dei três voltas na rotatória da Praça Portugal certa vez. Fazer o quê? Acontece. Pelo menos comigo, acontece.

Ontem, ao chegar da miniviagem à Itacity (como dizem minhas primas), encontrei as seguintes mensagens no Facebook:

(fica mais nítido se você clicar na imagem)


Existe coisa melhor do que amizade? No presente momento, digo que não. Agora, right now, meu coração se expande pela alegria de ter essas amigas lindas na minha vida. Às vezes, sou daquelas pessoas que funcionam como se gastassem a vida a olhar vitrines. Ah, se eu tivesse. Ah, se eu pudesse. Sabe aqueles filmes de comédia romântica em que várias amigas saem para comer, festejar, comprar? Sabe Friends e Sex and the City? Pois é, houve uma época em que assistia e pensava, ah, se eu tivesse, ah, se eu pudesse.

Na verdade, o que me ocorre agora é que sempre tive boas amizades. Marcos, Walmir e Bebel são meus companheiros já de muito tempo. A distância e a rotina fundamentalmente diferente da minha é que não nos permite um contato mais contínuo, mas sei que estão sempre comigo. A diferença é que Helminha, Pri e Sandrinha pegaram a fase Miss Independent da Ana Raquel aqui. Então todos aqueles programas de amigas, e.g., comer, festejar e comprar, são feitos com elas. E adoro!

Neste ano, constatei que nossa maior riqueza são as relações humanas. Graças ao 2011 que finda e que me faz refletir sobre o que passou, agradeço publicamente pelos momentos de felicidade que meus amigos me proporcionaram. Pelas risadas, pelas viagens, pelas praias, pelas conversas na vida real e virtual, pelas piadas internas (2 + 2 = 4! jura! óbvio!, e o troféu caranguejo vai pra quem, hein?), pela vida que vocês me dão. Quando o dia é cinza, vocês são o meu interruptor num quarto escuro. Quando o dia é azul, vocês são minha trilha sonora.

Assim, deixo aqui meu registro de gratidão para um bocado de gente, principalmente aqueles com quem troco emails e textos impublicáveis, ;o). A turma que recebeu Minha Propaganda do MasterCard está incluída aqui, tá? Há tantos outros amigos, mas tive medo de fazer uma lista e esquecer alguém. Só saibam, queridos, que, se vocês estão na minha vida, me sinto grata por tê-los.

Beijo para todos.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Os filmes de 2011

Eis que 2011 vai chegando ao fim, e se torna inevitável olhar para trás. Hoje esse olhar vasculhou os filmes que foram exibidos neste ano. Conversando com um amigo, descobri que deixei uns bons escaparem, enquanto assisti a outros que não valiam meu tempo. De qualquer forma, deu para fazer uma listinha:

O mais tosco: Conan, O Bárbaro. Fui ao cinema somente pela companhia dos amigos. O filme conseguiu ser pior do que eu esperava. Parafraseando a Isabela Boscov da Veja, pior cena de dedo no nariz ever.

O mais tenso: Santuário. Fiquei angustiada o filme inteiro. Sei de antemão que nunca vou ser mergulhadora.

O mais perturbador: Dois filmes se encaixam nessa categoria. O primeiro é Cisne Negro. O longa foi um espelho da sombra que já fui, sem falar que cutucou a ferida da mania de perfeição. O segundo é Melancolia, pelo impacto que teve e pela reflexão que trouxe.

O mais enigmático: A Árvore da Vida. Até a presente data, continuo sem saber se gostei.

O mais bittersweet: Harry Potter e as Relíquias da Morte - parte II. O fim. Preciso dizer mais? Por anos esperei ansiosamente a estreia dos filmes e os lançamentos em DVD. Harry Potter está na minha estante de livros, no meu armário de DVD e em cima da minha mesinha da sala (tenho a Varinha das Varinhas!).

O mais eu: Enrolados. Vivo cantando a música, vivo convidando amigas para vê-lo comigo. Há uma mensagem linda sobre sair da torre (no caso da Rapunzel) ou da redoma (no meu caso). Por causa da minha história de vida, Enrolados ressoa, e o faz profundamente. Não perturba como Cisne Negro porque: a) tem final feliz; b) é fofo e romântico; c) é Disney!, rs. Mas que é um filme que mostra mais do que os olhos veem, lá isso é.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011